Depois do 2º turno, Índia, a deputada estadual mais votada do RJ, usou as redes sociais para sugerir que empresários investiguem as manifestações políticas de seus funcionários e dizer que não faz sentido patrões manterem “quem odeia empresários”.

“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, escreveu. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, postou.

Índia tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram.

Nesta terça, o MPT ajuizou uma ação civil pública contra a parlamentar em que questiona “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”.

Agora no g1

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Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destaca que “sendo a ré uma integrante do parlamento, mas do que qualquer outro cidadão, deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa, deve fomentar a democracia e aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar de discursos e falas que podem gerar pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação.”

A liminar também determina que a deputada retire as publicações que motivaram a ação de sites, redes sociais e aplicativos de mensagens. O descumprimento prevê multa diária de R$ 5 mil, após o prazo de 48 horas para cumprimento da decisão.

O que disse a deputada

Em vídeo, Índia Armelau disse ainda que seus posts eram em apoio à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e negou ter defendido demissões em massa. Afirmou que, como empresária, não quer contratar pessoas que considera contrárias aos empresários e defendeu que empregadores conservadores contratem quem tenha o mesmo pensamento político.

Ao comentar a anunciada apuração do Ministério Público do Trabalho (MPT), a parlamentar alegou cerceamento da liberdade de expressão. Também voltou a defender a divisão do Brasil entre apoiadores do PT e conservadores e fez declarações depreciativas sobre o Nordeste, associando a região à violência, ao analfabetismo e à pobreza.

Source: G1

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