O governador eleito Vicentinho Júnior (PSDB) fez uma visita ao Hospital Geral de Palmas (HGP) nesta quinta-feira (5). Segundo ele, a ação foi realizada para conhecer de perto a realidade da unidade, que é o maior hospital público do Tocantins.

"Eu queria ver o que ninguém quer mostrar. Quando alguém me levava para um lado, eu queria ir para o outro [...] pedi licença para me deixar escutar os médicos aqui, os plantonistas, os enfermeiros, os maqueiros. O Tocantins tem que ver o que está acontecendo. Eu não quero botar para debaixo do tapete a realidade do meu estado, isso é um fato", afirmou.

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Suspensão de atendimento em clínicas

Vicentinho Júnior, governador eleito do Tocantins, durante visita ao HGP — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A suspensão teve início nesta quinta-feira (5). Segundo o sindicato da categoria, o governo do Tocantins acumula uma dívida de R$ 274 milhões referente a cinco meses de serviços prestados.

O governo atual diz que trabalha para regularizar os pagamentos aos prestadores e mantém diálogo com as entidades para garantir a continuidade dos serviços (veja nota completa abaixo).

Vicentinho disse que o Tocantins se tornou um mau pagador.

"O estado virou um mau pagador. Não cumpre com as suas obrigações, celebra convênios com a rede privada e vai empurrando, empurrando, anunciando e fazendo reunião para marcar outras reuniões, e chega o momento que fica insustentável."

Governador eleito Vicentinho Júnior fala sobre suspensão de atendimentos na saúde

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Ele afirmou que vai buscar entender o tamanho da dívida com ajuda dos órgãos de fiscalização.

"Mas entender esses números reais [...] entender o tamanho dessa conta do Servir, que nós dizíamos à época, o tamanho da conta do sistema SUS, tamanho da conta do Igeprev, são gargalos que nós vamos ter que enfrentar agora esses meses de transição", afirmou.

Entenda

A suspensão dos atendimentos por prestadores de serviço conveniados foi anunciada nesta quarta-feira (4). A medida pode afetar usuários do plano de saúde dos servidores públicos estaduais (Servir) e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A suspensão envolve cerca de 60 empresas contratadas pelo Estado para prestar serviços de saúde. A categoria afirma que a falta de pagamentos comprometeu a compra de insumos e a manutenção das atividades.

Source: G1

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