Segundo o responsável pela contratação dos trabalhadores, a loja recebeu cerca de quatro cargas nos 15 dias anteriores ao desabamento. Cada uma delas teria entre 1,2 mil e 1,5 mil bobinas de tecidos.

Ele afirmou à polícia que cada rolo pesava entre cinco e oito quilos. Considerando essas estimativas, cada carga poderia representar de 6 a 12 toneladas de tecidos.

Já um homem que atuava como auxiliar na operação relatou à polícia que, no dia do desabamento, havia entre 1,6 mil e 1,8 mil bobinas no local, com peso estimado entre 10 e 15 quilos cada. Ele também contou que cada trabalhador costumava carregar de dois a três rolos por vez.

Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. — Foto: Arquivo pessoal

Resgate das vítimas

Além dos 35 trabalhadores, duas mulheres, mãe e filha, responsáveis pela loja, também estavam no estabelecimento no momento do desabamento. Funcionários relataram ainda a presença de um homem que teria entrado no comércio para usar o banheiro.

Do total, 27 pessoas foram retiradas pelas equipes de resgate, e as demais conseguiram sair antes da chegada dos bombeiros.

Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca em estado estável, mas com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. As vítimas permaneciam internadas na manhã deste sábado (7).

Prédio de quatro andares desaba no Brás, no Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo

Os relatos registrados no BO indicam que todas as pessoas que estavam no local teriam saído com vida, mas cães farejadores indicaram a possível presença de pessoas sob os escombros na noite de sexta.

Segundo a Capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros, não há outros indícios de que há vítimas sob os escombros.

Os trabalhos de resgate foram retomados na manhã deste sábado, com o apoio de uma retroescavadeira. Segundo os bombeiros, a instabilidade do terreno e o risco iminente de colapso estrutural impedem a continuidade dos trabalhos manuais com segurança.

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Feridos nas lonas — Foto: Reprodução/TV Globo

Causas ainda serão investigadas

As causas do desabamento ainda não foram informadas. A capitã afirmou que a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso estrutural.

Questionada se o peso dos tecidos poderia ter contribuído para o acidente, ela disse que essa análise não fazia parte do trabalho dos bombeiros naquele momento.

"A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não [com] peso excedido. Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas", afirmou.

Um engenheiro passou a analisar o local para verificar se havia risco para estruturas vizinhas.

De acordo com Karoline, os prédios próximos poderiam ser interditados caso fosse identificado risco de colapso. Até aquele momento, porém, os imóveis estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência, mas não havia informação de que estivessem impedidos de ser frequentados.

Prédio desaba no Brás, Centro de SP, e deixa feridos

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Source: G1

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