Conforme a decisão dessa quinta-feira (29), o Conselho de Sentença considerou a ré culpada por quatro crimes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa qualificada. Como o processo segue em segredo de justiça, o g1 não conseguiu localizar a defesa dela.
👉Contexto: Kesia tinha esquizofrenia e sumiu em 28 de janeiro de 2020 em Rio Branco, após deixar o filho em uma lanchonete da família, no bairro Floresta. A polícia concluiu à época que ela foi decapitada, esquartejada e teve o corpo jogado no Rio Acre. A motivação seria uma mudança de facção. O corpo de Kesia nunca foi encontrado.
Consta na decisão que ela não poderá recorrer da sentença em liberdade.
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Ainda de acordo com a sentença, o homicídio foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão também reconheceu a participação da condenada em uma facção criminosa que atuou com adolescentes no crime.
À época, mediante o desaparecimento da vítima, a família chegou a procurar informações sobre o paradeiro da jovem. Dois meses depois, em abril de 2020, a Polícia Civil concluiu que ela havia sido assassinada e prendeu um dos suspeitos de participação no crime.
Segundo as investigações, a vítima foi levada por integrantes de uma facção criminosa até as margens do Rio Acre, no bairro Taquari, onde foi morta. A morte teria sido decidida durante uma espécie de "tribunal do crime", por mulheres que autorizaram e assistiram a morte de Kesia.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), além dos nove acusados pelos crime, dois adolescentes também foram apontados pela polícia como participantes na morte de Kesia.
Condenações anteriores
Em novembro de 2020, a Justiça aceitou a denúncia contra nove pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato. Os acusados também responderam por crimes como homicídio, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa.
Como os processos foram desmembrados, os julgamentos ocorreram em diferentes momentos. Em dezembro de 2021, quatro réus foram condenados a penas que, somadas, ultrapassaram 110 anos de prisão.
Além disso, em setembro de 2022, Rita Rocha do Nascimento também foi condenada a mais de 30 anos de prisão. Ela acompanhou o julgamento por videochamada, pois estava presa em São Paulo.
Já em março de 2023, Veralúcia Marques Coura foi condenada a mais de 29 anos de reclusão. Ela foi apontada como uma das responsáveis por ordenar a morte. Entre os demais réus estão: Thalysson Jesus da Silva, João Vitor da Cunha Pereira, Moisés Inácio da Silva e Ana Lúcia Barros de Oliveira.
Amanda, que agora foi condenada, era a última das nove pessoas denunciadas pelo envolvimento no assassinato a ser julgada. Ela foi presa em fevereiro de 2026, em Rio Branco, após policiais identificarem um mandado de prisão em aberto durante uma abordagem.
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Source: G1
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