O g1 tenta localizar a defesa de Aryadna.
🔍Em setembro foi determinada a Medida Provisória (MP) nº 1.394 que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. A regra também vale para os jogos online e os chamados cassinos virtuais, como o Jogo do Tigrinho.
As publicações da influenciadora foram feitas nos stories, formato de conteúdo que fica disponível por 24 horas na rede social. O perfil utilizado por Aryadna tem 7.690 seguidores e é identificado na biografia como uma conta reserva de outro perfil, que teria cerca de 58 mil seguidores.
Conforme a investigação, Aryadna também exibia nas redes sociais um padrão de vida incompatível com a renda, como viagens e objetos de alto valor.
O namorado dela e outras duas pessoas também foram presas na operação. Um quinto investigado ainda não havia sido localizado, segundo a Polícia Civil. Os nomes dos demais alvos não foram divulgadas.
Ao todo, foram cumpridas 20 ordens judiciais contra cinco investigados em Cuiabá e Várzea Grande. As medidas incluem mandados de prisão, de busca e apreensão e de sequestro de veículos. A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telemático dos aparelhos apreendidos, que serão submetidos à extração de dados.
Publicações de Aryadna Cristina nas redes sociais — Foto: Reprodução
Atuação do grupo
De acordo com a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, por meio de falsos anúncios de veículos e golpes como os do falso parente e do falso funcionário de banco.
A polícia apurou que os valores transferidos via Pix eram divididos entre contas bancárias de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil, e depois concentrados em uma das pessoas investigadas, que redistribuía o dinheiro. Segundo a investigação, os recursos eram usados na compra de veículos de alto valor e joias, que seriam exibidos nas redes sociais. O prejuízo das vítimas já identificadas soma mais de R$ 400 mil.
A apuração aponta ainda que uma das mulheres presas coordenava um núcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Já Aryadna, que se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital, exibia um padrão de vida que, segundo a polícia, não seria compatível com a renda declarada.
Aryadna Cristina foi presa em operação da Polícia Civil — Foto: Instagram/reprodução
Ainda conforme a investigação, o homem de 41 anos continuava a orientar a movimentação dos recursos mesmo após ter sido colocado em liberdade, com auxílio da esposa, também presa nesta fase.
A polícia também aponta que ele seria integrante de uma facção criminosa. Durante a abordagem, foi encontrada com ele uma pequena quantidade de droga. Por esse motivo, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por posse de entorpecente para consumo pessoal.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e celulares, incluindo um carro avaliado em cerca de R$ 153 mil.
As investigações começaram em 2023, após denúncias anônimas. Segundo a Polícia Civil, a análise dos materiais apreendidos, de laudos periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e de dados financeiros obtidos com autorização judicial permitiu aprofundar a apuração e identificar a participação dos alvos desta segunda fase.
Os investigados foram indiciados por suspeita de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Source: G1
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