O acusado estava preso desde o crime, ocorrido em 21 de setembro de 2025. No entanto, em agosto de 2026, com 11 meses atrás das grades, ele conseguiu a revogação da prisão preventiva e passou a responder ao processo em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

O Ministério Público recorreu da decisão, destacando a gravidade do caso e o risco à integridade física da vítima. Nesta sexta-feira (6), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) acolheu o recurso por unanimidade e determinou o retorno do acusado à prisão.

Menos de 24 horas após a decisão, uma equipe do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia de Fátima do Sul recapturou o homem. Ele já foi pronunciado pela Justiça e deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Relembre o caso

Na madrugada de 21 de setembro de 2025, o casal voltava de um evento em Dourados quando começou a discutir. Durante o trajeto, o homem passou a agredir fisicamente a namorada, com socos e puxões de cabelo, além de ameaçá-la de morte.

Ao se aproximarem do Rio Dourados, o agressor jogou no rio o Renault Clio em que os dois estavam. A vítima conseguiu sair do veículo, mas foi perseguida pelo homem dentro da água. Segundo as investigações, ele tentou afogá-la duas vezes, pressionando a cabeça dela contra a água.

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Para sobreviver, a mulher precisou fingir que estava morta. Somente depois de enganar o agressor, conseguiu escapar, nadar até a margem oposta do rio e procurar ajuda.

Na ocasião, o homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil, e a prisão foi convertida em preventiva. Após a conclusão das investigações, ele foi denunciado pelo Ministério Público por tentativa de feminicídio, com a qualificadora relacionada ao emprego de asfixia.

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Source: G1

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