Suspeito foi ouvido pela Polícia Civil, negou ter incentivado a violência contra mulheres e pode responder por incitação ao crime.


  • A Polícia Civil investiga Vitor Gonçalves Nunes por incitar o crime de feminicídio em Caxias, no Maranhão. O caso ocorreu após publicação de vídeo em rede social.

  • Em depoimento à Delegacia da Mulher, o investigado confirmou a autoria da gravação. Ele negou a incitação, alegando que o vídeo foi cortado na postagem.

  • Vitor foi liberado e pode responder pelo artigo 286 do Código Penal. O caso foi enviado à Justiça e a polícia realiza diligências sobre outras possíveis infrações.

Homem é investigado por incitar feminicídio em vídeo publicado nas redes sociais em Caxias

Homem é investigado por incitar feminicídio em vídeo publicado nas redes sociais em Caxias

A Polícia Civil investiga um homem, identificado como Vitor Gonçalves Nunes, por incitar o crime de feminicídio em Caxias, a 362 km de São Luís. A incitação teria ocorrido por meio de um vídeo publicado pelo suspeito em uma rede social.

Nas imagens, ele diz que a violência contra a mulher está pouca e incita o feminicídio. O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil.

“A violência contra a mulher está pouca, tem que começar a matar mais. Tem que começar a matar mais a mulher, porque está pouca", disse Vitor no vídeo.

Vídeo foi gravado por suspeito e publicado em uma rede social. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Delegacia da Mulher de Caxias intimou o suspeito para prestar depoimento. Ao ser ouvido, Vitor confirmou ter gravado o vídeo, mas negou estar incitando a violência contra a mulher.

Ainda em depoimento, ele afirmou que as imagens divulgadas não mostram o conteúdo que havia gravado na íntegra. Segundo o suspeito, a parte final dos vídeos, na qual haveria uma explicação sobre as declarações feitas por ele, não apareceu porque teria sido cortada da gravação.

Em seguida, ele foi liberado. Caso seja condenado, poderá responder pelo artigo 286 do Código Penal, que trata da incitação ao crime. A pena pode variar de três a seis anos de detenção ou pagamento de multa.

O caso já foi encaminhado à Justiça para os procedimentos cabíveis. Segundo a Polícia Civil, diligências estão sendo realizadas com o objetivo de identificar possíveis vítimas do investigado, bem como apurar a eventual ocorrência de outros crimes da mesma natureza.

Source: G1

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