Suspeito foi alvo de mandado de busca e apreensão em Cascavel. Polícia encontrou carimbo com dados de médico e materiais usados para falsificar documentos. Profissionais de saúde não são investigados.
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Durante as buscas, a polícia apreendeu carimbos e materiais usados para fraudar os dados dos médicos, e alertou que os compradores dos documentos falsos também podem responder criminalmente.
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O suspeito utilizava dados reais de médicos sem o consentimento deles e poderá responder pelo crime de falsificação de documento público, cuja pena varia de dois a seis anos de prisão.
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A Polícia Civil orienta que empresas e órgãos públicos confirmem a autenticidade dos documentos diretamente com as unidades de saúde em caso de suspeita de fraude.
Homem usava carimbos falsos em atestados — Foto: PCPR
Um homem confessou à Polícia Civil ter produzido mais de 40 atestados médicos falsos e vendido os documentos por cerca de R$ 50 cada, em Cascavel, no oeste do Paraná. Segundo a investigação, a prática ocorreu nos últimos dois meses e utilizava nomes e registros profissionais de médicos sem o conhecimento deles.
A identidade do homem não foi divulgada.
Nesta terça-feira (27), policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em um imóvel ligado ao suspeito e encontraram um carimbo com o nome, o número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e a unidade de atendimento de um médico.
Também foram apreendidos dois conjuntos de letras utilizados para montar e modificar carimbos, permitindo a falsificação de documentos com dados de diferentes profissionais.
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De acordo com o delegado Bruno Falci, responsável pela investigação, o suspeito admitiu ter produzido os atestados falsos durante o interrogatório. O homem não utilizava os documentos para justificar ausências próprias, mas os produzia para vender a outras pessoas, segundo a polícia.
A Polícia Civil destacou que os médicos cujos dados foram utilizados não têm envolvimento com o esquema.
As investigações continuam para identificar os atestados falsificados, descobrir quem comprou os documentos e verificar se outras pessoas participaram da prática.
O suspeito deverá ser indiciado pelo crime de falsificação de documento público, que prevê pena de dois a seis anos de prisão, além de multa.
A polícia orienta empresas e órgãos públicos a confirmar diretamente com as unidades de saúde a autenticidade de atestados médicos em caso de suspeita de fraude.
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Source: G1
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