Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, os episódios deixaram 10 mortos.

Boulos apresentou o balanço durante uma coletiva no Ministério da Justiça e afirmou que os casos incluem atropelamentos intencionais, agressões físicas, disparos e atentados com armas de fogo, violência e coação contra indígenas e episódios de abuso e violência policial.

O ministro afirmou ainda que Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina foram os estados com mais registros no levantamento apresentado pelo governo.

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“Isso é inadmissível. As medidas que vamos anunciar aqui vêm de uma sociedade que não tolera violência política. Isso não cabe na democracia, não pode e não ficará impune”, afirmou Boulos.

O governo anunciou que vai acompanhar a apuração dos episódios e cobrar a responsabilização dos envolvidos.

A Polícia Federal ficará responsável pelos crimes que forem de competência federal. Já os crimes comuns continuarão sob responsabilidade das autoridades estaduais.

Nos episódios que envolvam suspeitas de violência policial, o Ministério da Justiça informou que acionará as corregedorias das polícias estaduais e acompanhará as investigações administrativas. O governo também afirmou que pedirá o afastamento dos policiais envolvidos.

Guilherme Boulos em entrevista na GloboNews nesta sexta-feira (17). — Foto: Reprodução/GloboNews

Governo cita mortes e agressões

Boulos manifestou solidariedade às famílias das pessoas que, segundo o balanço apresentado pelo governo, morreram em decorrência da violência política.

“Dez pessoas foram mortas no Brasil por suas convicções políticas. Isso não é normal. O que a gente espera é que isso acabe, esse clima de intolerância e violência política”, afirmou.

O governo não detalhou as ocorrências que compõem o levantamento de 45 casos e a situação de cada investigação.

Denúncias no ambiente digital

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges, afirmou durante a coletiva que a pasta também recebeu denúncias de crimes de ódio, intolerância e discriminação no ambiente digital.

Segundo Borges, episódios envolvendo relações entre empregados e empregadores também foram comunicados ao Ministério Público Eleitoral.

O governo informou ainda que a Força Nacional atua para garantir a segurança de grupos indígenas ameaçados.

Source: G1

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