Foi experimentando diferentes genêros literários que a goiana Juliana Cajives lançou o livro "História a que ninguém deu nome", e levou o Prêmio Jabuti, na categoria Escritor Estreante na poesia. Lançado pela Mormaço Editorial, de Salvador (BA), em 2025, o livro aborda temas como morte, aborto, violência obstétrica e maternidade.

"Aborto, que é o tema central do livro, é uma palavra tão assustadora para tanta gente que foi uma provocação para o que está dentro do livro. Para esse tema que eu tento explorar a partir da minha própria história e a partir da história de pessoas que eu fui conhecendo ao longo de 13 anos", descreveu a autora em entrevista a TV Anhanguera.

Goiana ganha prêmio Jabuti com livro de estreia na poesia — Foto: Reprodução/Instagram de Juliana Cajives

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Os vencedores foram anunciados em cerimônia no dia 27 de outubro, em São Paulo, capital. Juliana concorreu ao prêmio na categoria Escritor Estreante na poesia com outros quatro autores: Camila Paoletti, Kalu Coelho, Ivana Fontes e George França. Antes de ficar entre os cinco finalistas, a goiana foi selecionada entre 10 autores semifinalistas na categoria.

Além de explorar diferentes gêneros literários, Juliana também é a responsável pelas ilustrações que estão na capa e as que acompanham os textos nas mais de 80 páginas do livro. Para a autora, o Prêmio Jabuti não é o objetivo final de um livro lançado. "Uma premiação é o ponto de partida. Eu espero que esse início de história seja marcado por pessoas chegando para uma conversa", declarou.

Quem é Juliana Cajives

Goiana ganha prêmio Jabuti com livro de estreia na poesia — Foto: Reprodução/Instagram de Juliana Cajives

Nascida em 1992, em Goiânia, Juliana se criou em Palmas, capital do Tocantins, onde começou a ter contato com o teatro, artes visuais e produção cultural. Apesar da atuação diversificada nas artes, Juliana garante que foi no teatro que se formou a sua escrita com poesia e prosa em blogs e sites.

Atualmente, a escritora mora em Salvador, onde lançou seu primeiro filme, o curtametragem "Beldade" (2021). Além de Beldade, Juliana também esteve na produção de outros curtametragens, como "Camaleoa" (2023), "Xanatopia" (2019) e "A sete tragos do chão" (2019).

Foi na capital baiana também que Juliana passou a explorar mais as habilidades para artes visuais, chegando a expor no Museu de Arte Moderna da Bahia.

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Source: G1

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