O avanço das queimadas e a densa camada de fumaça que encobre Santarém, no oeste do Pará, acenderam o alerta vermelho para os riscos da poluição do ar à saúde da população. Diante do aumento de atendimentos por problemas respiratórios na rede pública, a prefeitura e especialistas reforçam as orientações para que os moradores redobrem os cuidados diários, principalmente com crianças, idosos e gestantes.

A inalação constante de fuligem e gases tóxicos pode provocar tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, dor de cabeça e falta de ar, além de desencadear crises graves em pacientes que já sofrem com asma e bronquite. Por conta da crise, o município decretou situação de emergência ambiental e proibiu o uso do fogo por 180 dias.

O médico de família Karlisson Cunha explica que o uso de máscaras é um forte aliado para reduzir a inalação de fuligem nos dias de fumaça intensa. Segundo ele, as máscaras do modelo N95 são as mais indicadas, pois oferecem maior poder de filtragem de partículas finas do que os modelos comuns de pano ou cirúrgicos. O uso é altamente recomendado para idosos e pessoas com doenças pulmonares crônicas ao saírem de casa.

Outra medida essencial é a hidratação constante. O médico ressalta que beber água regularmente ajuda a manter as vias aéreas úmidas, reduzindo o impacto das partículas de fumaça no organismo em dias de calor extremo e baixa umidade do ar. Dentro das casas, a orientação é manter portas e janelas fechadas durante os horários de maior concentração de fumaça na rua. O uso de umidificadores ou purificadores de ar também ajuda a limpar o ambiente doméstico.

A população deve ficar atenta aos sinais de alerta que exigem socorro médico urgente. Sintomas leves podem ser avaliados nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas sinais como falta de ar intensa, dor no peito, tonturas ou lábios arroxeados são graves e requerem atendimento imediato em unidades de pronto atendimento ou acionamento do Samu pelo telefone 192.

Qualidade do ar em nível crítico reforça fiscalização contra queimadas em Santarém

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Para acompanhar a gravidade da situação, a prefeitura de Santarém fechou uma parceria com o Laboratório de Agrometeorologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). O grupo vai emitir boletins diários para atualizar a população sobre os níveis de poluentes na atmosfera e os riscos à saúde das comunidades urbanas e rurais.

Source: G1

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