Os focos de incêndio foram identificados durante um sobrevoo realizado entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, período em que ocorreu uma operação integrada de fiscalização na região.
Os proprietários foram notificados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e deverão explicar as causas dos incêndios e quais medidas adotaram para evitar e combater as queimadas em suas propriedades.
Imagens aereas feitas durante a operação na reserva — Foto: ICMBio/Divulgação
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Combate ao fogo na reserva
Uma das principais estratégias de combate ao fogo na região é a abertura de trincheiras, que ajudam a impedir o avanço das chamas para outras áreas da unidade de conservação.
A Reserva Biológica do Lago do Piratuba possui cerca de 392 mil hectares e se estende pelos municípios de Amapá, Cutias e Tartarugalzinho.
Por causa da extensão da área e das dificuldades de deslocamento, os órgãos ambientais utilizam sobrevoos e imagens de satélite para monitorar os focos de incêndio e avaliar os danos provocados pelo fogo.
Outro desafio é a presença do chamado solo de turfa, comum na região. Esse tipo de solo possui grande quantidade de matéria orgânica acumulada e facilita a propagação das chamas, inclusive abaixo da superfície.
🔎 O que é a turfa? A turfa é um material orgânico formado pela decomposição de vegetação em áreas alagadas. Ela costuma ser encontrada em profundidades entre dois e cinco metros e pode permanecer queimando por longos períodos, o que dificulta o combate aos incêndios.
Vista aérea da Reserva do Lago Piratuba, no Leste do Amapá — Foto: ICMbio/Divulgação
Ações de fiscalização e orientação
Além das fiscalizações, o ICMBio e a Polícia Civil promovem ações de orientação para conscientizar a população sobre o uso responsável do fogo e a importância da proteção da fauna silvestre.
O número já se aproxima do total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 106 infrações ambientais no Estado.
Macapá lidera o número de autuações, com 47 registros. Santana aparece em segundo lugar, com 20 casos.
Entre as principais infrações registradas pela Sema estão:
- Descumprimento de condicionantes de licença ambiental: 65 casos;
- Atividade realizada sem licença ambiental: 19 casos;
- Poluição ambiental: 5 casos;
- Desmatamento: 4 casos;
- Uso irregular de recursos hídricos: 3 casos;
- Descumprimento de notificação ambiental: 2 casos;
- Garimpo ilegal: 2 casos.
Source: G1
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