Os moradores acompanham o avanço da erosão e temem que o problema comprometa a estrutura das casas. A situação levou a vizinhança a acionar a Defesa Civil para avaliar os riscos.

O coordenador da Defesa Civil, Marcione Narcizo, disse que o processo de desmoronamento, que se intensifica nos períodos chuvosos, continua mesmo durante a estiagem, mas que, no momento, os moradores não precisam deixar as casas.

"Junto com os bombeiros fizemos uma avaliação e concluímos que não é necessário que os moradores saiam de casa, como havia sido orientado anteriormente. Continuamos monitorando o local".

A Prefeitura de Santa Vitória informou que prepara um projeto de engenharia para solucionar o problema, que, segundo o Município, vem de falhas antigas na drenagem da água da chuva;

Por hora, segundo o secretário de Obras, André Aparecido da Silva, o município disponibilizou equipamentos para começar uma contenção com pedra rachão, material usado para diminuir o impacto da água e ajudar a conter o avanço da erosão.

Assim como a Defesa Civil, o Secretário reforça que não há risco, neste momento, para os moradores.

Engenheiro explica o cenário

De acordo com o engenheiro civil Dion Berto Compasso, uma das causas do problema está relacionada ao aumento do volume de água da chuva que chega à área, o que teria sido intensificado pela urbanização nos bairros Jardim Europa e São João.

Segundo o engenheiro, o solo da região é suscetível à erosão e não existe uma estrutura adequada para reduzir a força da água antes que ela chegue ao terreno.

Dono da área relata outros problemas

Além da erosão, o dono da área atingida relata problemas relacionados à água que passa pela rede de drenagem pluvial. João da Silva Leite, produtor rural, afirma que a água que chega ao terreno também carrega resíduos que, segundo ele, seriam de esgoto e óleo de oficinas. Ele relata danos à vegetação e a morte de animais na propriedade.

Segundo o produtor, seis cães morreram e uma vaca também foi encontrada morta depois de consumir água no local. Ele afirma que três veterinários avaliaram os casos e relacionaram as mortes ao contato com os resíduos.

As suspeitas de contaminação e as causas das mortes dos animais não foram confirmadas por laudos apresentados no material. A Prefeitura não apresentou um posicionamento específico sobre as denúncias ambientais.

Erosão está a cerca de 20 metros de cinco casas no bairro Dom Alexandre — Foto: TV Integração/Reprodução

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'Não durmo tranquila', diz moradora

A aposentada Maria de Lurdes Vilela conta que a preocupação tem afetado o descanso da família. 'Todos os dias a gente vai lá de manhã para ver se estragou mais um pouco, porque a gente não dorme tranquila', relatou.

Daiane Mendes de Oliveira também ficou preocupada depois de receber imagens da erosão. Ela foi até a casa de uma vizinha para verificar a situação e disse que o desmoronamento já se aproxima do muro de sua residência.

O aposentado Claudomiro de Oliveira Vidoka mora no bairro há 14 anos e tem uma das casas mais próximas da área atingida. Ele espera que as obras anunciadas pelo município consigam conter o avanço da erosão.

Prefeitura diz que problema é decorrente de falhas antigas de drenagem da água das chuvas — Foto: TV Integração/Reprodução

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Source: G1

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