A defesa de João — que foi autuado em flagrante pela Polícia Civil (PC-PR) por homicídio culposo no trânsito, com agravante de embriaguez — disse lamentar o falecimento da vítima e que irá se manifestar somente nos autos do processo. Clique aqui para ler na íntegra.
Momento da saída de João Henrique do presídio. — Foto: Kathulin Tanan/RPC
Na decisão que o colocou em liberdade, também ficou decidido o recolhimento e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele. Além disso, ele não poderá frequentar bares e casas noturnas, assim como sair de casa após as 20h.
João Henrique foi autuado em flagrante pela Polícia Civil (PC-PR) por homicídio culposo no trânsito, com agravante de embriaguez.
Às 11h de sexta-feira, no cemitério Jardim da Saudade, foi sepultado o corpo do vigilante. "Vou enterrar meu filho e depois eu vou lutar para que seja feita justiça por ele. Por ele, pelo filho dele, por mim, pela família", disse Valdenice dos Santos, mãe de Lucas, na quinta-feira (29).
João Henrique Venturine Vecchi, de 37 anos, se envolveu em batida que matou vigilante. — Foto: Redes sociais/GM Londrina
Motorista confessou ter bebido
A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, teve acesso ao depoimento de João. Nele, ele afirma que ingeriu bebidas alcoólicas em um bar quatro horas antes do acidente.
A batida foi registrada por câmeras de segurança. Nas imagens, Lucas aparece em uma moto pela Rua Goiás, na região central da cidade. Ao chegar no cruzamento com a Avenida Juscelino Kubitschek, ele é atingido pelo carro e morre no local. O automóvel, em seguida, arrastou a motocicleta e bateu contra um poste.
Ao ser abordado pela Polícia Militar (PM-PR) após atropelar Lucas e bater contra um poste, o empresário se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi preso em flagrante.
De acordo com o delegado Roberto Fernandes, da Polícia Civil, João estava em alta velocidade na rodovia. "Ele disse que estava a 50 km/h. Pelas imagens, percebe-se que estava além disso. Mas isso depende do laudo pericial", o delegado relatou.
Irmão da vítima assistiu a vídeo do atropelamento
Homem vê vídeo de acidente em rede social e descobre que irmão é a vítima, no PR
À RPC, o irmão da vítima, Rafael, informou que acordou cedo e levou a sogra para uma consulta. No local, viu as notícias e o vídeo compartilhados nas redes. Em seguida, recebeu uma ligação do padrasto pedindo ajuda.
"De repente meu padrasto me ligou falando que era pra mim [sic] ir lá ajudar a minha mãe, que tinham matado o meu irmão em um acidente na [avenida] JK. Foi justamente o acidente que eu tinha acabado de ver", o irmão contou.
O irmão foi ao endereço em que tudo aconteceu e se desesperou ao ver a cena. Ele relatou à reportagem que Lucas realizava rondas de segurança e estava trabalhando quando foi morto. "Olha o que ele [motorista] fez com a minha vida, com a minha família. Meu irmão cuida do filho dele de sete anos", disse.
Rafael soube que irmão morreu em acidente após assistir vídeo. — Foto: Reprodução/Rogério Pinheiro/RPC
O que a defesa diz
"A defesa do acusado manifesta seu profundo pesar pelo falecimento da vítima e apresenta suas sinceras condolências aos familiares e amigos, reconhecendo a gravidade da perda e a dor decorrente desse acontecimento.
Em respeito à apuração dos fatos e à seriedade que o caso exige, a defesa reserva suas manifestações aos autos do processo, perante o Poder Judiciário, onde apresentará os esclarecimentos e fundamentos pertinentes ao exercício de sua atuação."
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Source: G1
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