A primeira exibição da noite será o curta “Sul do Teerã”, dirigido por Kleber, sobre o cineasta iraniano Jafar Panahi (“Foi Apenas Um Acidente”), que reflete sobre a sua carreira e a perseguição no seu país, o Irã.

Na sequência, abrindo a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, será exibido “Terra Firme” (Alexandre Vale. Ficção. 92’. Brasil. 2026)), filme que gira em torno do vínculo silencioso entre o menino Juca e o pescador Zé Cangulo. Eles vivem em uma vila litorânea esquecida pelo tempo, até que veem surgir uma possibilidade de recomeço.

Nesta edição, o evento festeja “Fortaleza, 300 anos de luz e cinema”. O público poderá conferir mais de 45 filmes, entre longas-metragens e curtas em mostras competitivas e não-competitivas, com exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. Além de filmes, há debates, homenagens, ações formativas e outras atividades, todas com acesso gratuito.

Debates e exibições

36ª edição do Cine Ceará começa neste sábado em Fortaleza. — Foto: Luiz Alves/Divulgação

No domingo (8), a programação começa às 10h, no Hotel Sonata de Iracema, com o debate sobre o longa “Terra Firme”, com a presença do diretor Alexandre Vale, do ator principal Lisandro Di Prospero e da equipe do filme.

Às 14h, começa a Mostra Olhar do Ceará no Cinema do Dragão. Serão exibidos os curta-metragem, “Vejo você de repente” (Aída da Costa. Documentário. 13’. Brasil. 2026), “Erô” (Antônio Fargoni. Documentário. 10’. Brasil. 2026), “Umbuzeiro” (Emílio Ribeiro. Ficção. 19’. Brasil. 2026), e o longa-metragem “Douvina” (Márcio Câmara. Documentário. 80’. Brasil. 2026). Após as sessões, haverá debate com os realizadores.

À noite, no Cineteatro São Luiz, a programação começa às 18h com os curtas “Joqueta” (Luciana Vieira. Ficção. 13’. Ceará. 2026) e “Amargô” (Giorgio Vinicius Casetta. Animação. 19’. Goiás. 2026), abrindo a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem.

Na sequência, acontece a exibição de “Sob o mesmo sol” (Ulises Porra. Ficção. 103’. República Dominicana-Espanha. 2025), da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem.

Homenagens

Cinco personalidades e uma instituição serão homenageadas pelo 36ª Cine Ceará:

  • A produtora Emilie Lesclaux e o diretor Kleber Mendonça Filho na solenidade de abertura, no dia 7 - Emilie e Kleber são os nomes por trás de “O Agente Secreto”, que se tornou o filme brasileiro mais premiado da história, com 105 honrarias de toda a parte do mundo;
  • O jornalista, crítico de cinema e escritor Luiz Carlos Merten, no dia 9 - com quase 60 anos de carreira, cobre os principais festivais de cinema do mundo. Desde 1989, integra a equipe do jornal O Estado de S. Paulo;
  • A atriz Isis Valverde, no dia 10 – tem 20 anos de carreira e trabalhos de destaque na televisão, no cinema e no streaming;
  • A instituição Vila das Artes, no dia 11, em celebração aos 20 anos de atuação como equipamento cultural da Prefeitura de Fortaleza e pelo trabalho de difusão das múltiplas linguagens artísticas;
  • E a senadora eleita Luizianne Lins na cerimônia de encerramento da edição, no dia 13 - Jornalista e professora doutora em Comunicação, foi eleita senadora nas eleições de 2026, com mais de 2,8 milhões de votos, sendo a mulher mais votada da história do Ceará, tem uma forte ligação com cinema e o Cine Ceará, onde é assídua espectadora, além de já ter participado como realizadora.

Farol de Cinema

Integrando a programação oficial do 36º Cine Ceará, de terça a quinta-feira, 10 a 12, acontece o Encontro Farol de Cinema, das 14h às 18h, no Hotel Sonata, em Fortaleza. O evento propõe um espaço de debate e formulação de diretrizes sobre os rumos da produção, difusão e gestão do mercado audiovisual no Brasil.

O acesso é gratuito, por ordem de chegada. Organizado pelo produtor e ativista Roger Pires e pelo diretor do Cine Ceará, Wolney Oliveira, o evento surge como uma oportunidade de alinhar a cadeia produtiva diante das transformações aceleradas do mercado.

O Encontro culminará na publicação de uma Carta-Manifesto. O documento apresentará proposições para o poder público e a iniciativa privada, convocando entidades e demais eventos do país a dar continuidade às pautas estratégicas construídas durante as atividades.

Mostras competitivas

A Mostra Competitiva ibero-americana de Longa-metragem do festival reúne nesta edição seis filmes, dos quais, cinco de ficção e um documentário, que partem de histórias particulares para abordar questões relacionadas à memória, às relações humanas, à identidade e às transformações sociais. São produções do Brasil, do Peru e coproduções entre Equador, Chile e Alemanha e entre República Dominicana e Espanha.

Os longas desta mostra são:

  • Terra Firme (Alexandre Vale. Ficção. 92’. Brasil. 2026)
  • Sob o mesmo sol (Bajo el mismo sol) (Ulises Porra. Ficção. 103’. República Dominicana-Espanha. 2025)
  • Nunkui (Verenice Benítez. Ficção. 91’. Equador-Chile-Alemanha. 2026)
  • Trapiá, um outro sertão (Bertrand Lira. Documentário. 84’. Brasil. 2026)
  • Eu não morrerei de amor (Yo no moriré de amor) (Marta Matute. Ficção. 94’. Espanha-Bélgica. 2026)
  • Não há ida sem retorno (No hay ida sin retorno) (Carlos Sánchez Giraldo. Ficção. 88’. Peru. 2026)

A competição brasileira de curtas reúne 13 produções de diferentes estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo) e formatos, entre ficções, documentários e animações. O Ceará participa com quatro produções.

Os Curtas da Competitiva Brasileira:

  • Joqueta (Luciana Vieira. Ficção. 13’. Ceará. 2026)
  • Amargô (Giorgio Vinicius Casetta. Animação. 19’. Goiás. 2026)
  • Cabeceira (Rayane Teles. Ficção. 25’. Bahia. 2016)
  • Redamar (Johnnathan Albano. Ficção. 17’. Ceará. 2026)
  • De barriga pra cima (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima. Ficção. 16’. Espírito Santo. 2026)
  • O homem para o tempo. Heber Bezerra. Documentário. 25’. Minas Gerais. 2026)
  • Todas as vezes que demos tchau (Breno Alvarenga. Animação. 8’. Minas Gerais. 2026)
  • Lena (Lanna Carvalho. Ficção. 19’. Ceará. 2026)
  • Caso isolado (Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy. Ficção. 22’. Paraíba. 2026)
  • Fogo amigo e outras canções (Roberto P. B. Castro. Animação. 9’. Goiás. 2026)
  • Cefalópodes (Vic Casé. Animação. 15’. São Paulo. 2026)
  • Cassiopeia (Bruna DeRose. Ficção. 18’. Ceará. 2026)
  • Pão Doce (Wesley Gabriel Silva Santos. Ficção. 18’. São Paulo. 2026)

Mostra Olhar do Ceará

Destaque da produção cearense no Cine Ceará, a Mostra Olhar do Ceará desta edição conta com 4 longas-metragens e 15 curtas que refletem a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local.

O Troféu Mucuripe será disputado por filmes ficcionais e documentais, cujas tramas apostam em histórias sensíveis e atuais, contada em diversas linguagens, como a da animação, a partir de temas variados, como os que retratam questões da infância e da terceira idade, das lutas femininas, trans, religiosas e dos movimentos trabalhistas. As obras olham para o passado, pensam no presente e refletem sobre o futuro do Brasil.

A exemplo de outras edições, uma seleção de filmes da Mostra Olhar do Ceará poderá ser vista também na plataforma Itaú Cultural Play, disponível no catálogo do streaming de 7 a 21 de novembro.

Os longas da Mostra Olhar do Ceará:

  • Douvina (Márcio Câmara. Documentário. 80’. Brasil. 2026)
  • O Cio da Terra (Rivelino Mourão. Documentário. 74’. Brasil. 2026)
  • Adulto/Homem (Pedro Diogenes. Documentário. 71’. Brasil. 2026)
  • Pessoal do Ceará - Lado A Lado B (Nirton Venancio. Documentário. 86’. Brasil. 2026)

Os curtas da Olhar do Ceará:

  • Vejo você de repente (Aída da Costa. Documentário. 13’. Brasil. 2026.)
  • Erô. (Antônio Fargoni. Documentário. 10’. Brasil. 2026.)
  • Umbuzeiro (Emílio Ribeiro. Ficção. 19’. Brasil. 2026)
  • Era Vânia (Ticiana Augusto Lima. Ficção. 16’. Brasil. 2025)
  • Deu Praia (Amanda Pontes. Ficção. 4'. Brasil. 2026)
  • Pirexia (Nico da Costa. Ficção. 20’. Brasil. 2026)
  • Plano secreto de Alie (Lux Farr. Animação. 20’. Brasil. 2026)
  • Quase à meia-voz (Maria Tamires e Victor Emanuel Borges. Ficção. 17’. Brasil. 2026)
  • Marimbã está acontecendo (Maryn Marynho. Animação. 14’. Brasil. 2026)
  • Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith, Lucas Parente. Documentário. 11’. Crato. 2025)
  • Janaína e a Concha (Malu Meneses. Animação. 9’. Fortaleza. 2025)
  • Sinal (Barbara Matias Kariri. Ficção. 19’. Brasil. 2026)
  • Rua 16 (Ryan Lopes. Ficção. 13´. Brasil. 2026)
  • Kaira e o temporal (Wagner Nogueira Mendes. Ficção. 20’. Brasil. 2025)
  • Stênio (Yan Tavares. Documentário. 20’. Brasil. 2026)

Exibições especiais

Três longas e um curta-metragem brasileiro terão exibição especial no 36º Cine Ceará. Um dos longas tem sua première mundial no evento e os outros chegam ao festival depois de um percurso por grandes mostras no país.

A estreia é do filme “Viver é melhor que sonhar” (Eduardo Albergaria. Ficção. 105’. Brasil. 2026), que chega aos cinemas no dia 3 de dezembro, e explora a fase mais intrigante e desconhecida da vida do músico cearense Antonio Carlos Belchior (1946–2017): quando ele renuncia a fama, o patrimônio, e desaparece ao lado de Edna, seu grande amor.

As outras exibições especiais desta edição do Cine Ceará são:

  • “Alucinação” (Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano. Documentário. 74'. Brasil. 2025), que também tem Belchior como eixo central e é inspirado no álbum homônimo do artista lançado em 1976 e, para isso, adota um formato inovador: toca o disco na íntegra e colore as canções com imagens que ampliam os seus significados;
  • O longa “O projeto” (Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic. Documentário. 94’. Brasil), um road movie que investiga os desdobramentos de mais de seis séculos de colonialismo europeu e a perpetuação de suas estruturas no Sul e no Norte globais;
  • O curta-metragem “Sul de Teerã” (Kleber Mendonça Filho. Documentário. 8’. Brasil-EUA. 2026), que acompanha o cineasta Jafar Panahi por Nova York em 2025 enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã.

Os filmes com exibição especial:

  • Sul de Teerã (Kleber Mendonça Filho. Documentário. 8’. Brasil-EUA. 2026)
  • Alucinação (Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano. Documentário. 74'. Brasil. 2025)
  • O projeto (Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic. Documentário. 94’. Brasil)
  • Viver é melhor que sonhar (Eduardo Albergaria. Ficção. 105’. Brasil. 2026)

Mostras sociais

É tradição no Cine Ceará a realização de Mostras Sociais, destinadas a públicos que são recebidos com uma atenção especial. São elas, a mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, com grupos de alunos de escolas públicas, que nesta edição vão assistir “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa” (Fernando Fraiha. Ficção. 90’. Brasil. 2025); Mostra Melhor Idade, com plateia prioritariamente de grupos de instituições de idosos, para ver “O Auto da Compadecida 2” (Guel Arraes e Flávia Lacerda. Ficção. 114”. Brasil. 2024); e mostra Acessibilidade, com recursos para público com necessidades especiais conferir “A natureza das coisas invisíveis” (Rafaela Camelo. Ficção. 90’. Brasil. 2025).

Os filmes das Mostras Sociais são:

  • Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (Fernando Fraiha. Ficção. 90’. Brasil. 2025)
  • O Auto da Compadecida 2 (Guel Arraes e Flavia Lacerda. Ficção. 114”. Brasil. 2024)
  • A natureza das coisas invisíveis (Rafaela Camelo. Ficção. 90’. Brasil. 2025)

Premiação

Os filmes das mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem concorrem ao Troféu Mucuripe. Na Mostra Ibero-americana serão premiados os vencedores nas categorias Melhor Longa-metragem, Direção, Atuação Principal, Atuação Coadjuvante, Roteiro, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora Original, Som, Direção de Arte e Prêmio da Crítica.

O Melhor Longa, eleito pelo Júri Oficial da Competitiva Ibero-americana, receberá prêmio no valor de R$ 40 mil, destinados à distribuição da obra no Brasil, conforme os critérios previstos no regulamento.

Na Brasileira de Curta-metragem, o Troféu Mucuripe é concedido nas categorias Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Prêmio da Crítica.

Os filmes também disputam o Prêmio Canal Brasil de Curtas, destinado à melhor produção da seleção. A premiação busca estimular novos realizadores e tem o vencedor escolhido por um júri formado por críticos e jornalistas especializados em cinema.

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Source: G1

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