🔎Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram nos dias 24 e 25 de janeiro. A polícia vê como remotas as chances de encontrá-los com vida.

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento da família de Cachoeirinha (RS), passaria por uma avaliação da Junta Policial-Militar de Saúde.

O exame serviria para avaliar se ele tinha condições de responder ao processo administrativo disciplinar que pode levar à sua expulsão da corporação.

Em um documento assinado pelo comandante-geral, a BM afirma que, até o momento, não há indícios que justifiquem a avaliação médica. Com a decisão, a corporação determinou que o processo disciplinar contra o suspeito continue em andamento.

O ofício desta semana destaca que "o acusado responde criminalmente na Justiça Comum pelos mesmos fatos" e que, caso o judiciário "entenda ser o caso de deferir eventual incidente de insanidade mental", o laudo poderá ser encaminhado à Corregedoria da BM.

Dessa forma, ele deve ser julgado pelo Conselho de Disciplina, que pode determinar até mesmo a expulsão dele da corporação.

Em nota, o advgado Marcio Rosano, que defende Cristiano, afirma que "recebe com surpresa a decisão do Comandante da Brigada Militar, tendo em vista que a avaliação médica já havia sido deferida pelo Presidente do Conselho de Disciplina. Salienta-se que inclusive havia data marcada para avaliação."

O policial militar é ex-marido de Silvana e responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, um homicídio qualificado relacionado a Isail, além dos crimes de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso temporariamente desde fevereiro — Foto: Renan Mattos / Agencia RBS

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Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação.

Ainda não há prazo informado para o julgamento dos réus no processo judicial. No fim de setembro, as defesas de Cristiano, de Wagner Domingues Francisco, irmão dele, e de Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, apresentaram manifestações questionando mais de dez pontos da investigação policial.

Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar — Foto: Imagens cedidas/Polícia Civil

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Source: G1

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