Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), as penas variam de três a 22 anos de reclusão e foram determinadas em processos que investigaram a atuação de diferentes núcleos criminosos. Na maioria dos casos, a Justiça estabeleceu o regime inicial fechado para o cumprimento das penas.
Segundo as investigações, os réus integravam grupos responsáveis por facilitar a entrada e a comercialização de drogas, celulares e outros materiais ilícitos dentro de unidades prisionais da região.
Os envolvidos foram condenados por crimes como corrupção, tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade documental e uso de documento falso.
Além das penas de prisão, as decisões judiciais determinaram a perda dos cargos públicos de todos os policiais penais condenados e o confisco de bens relacionados aos crimes investigados.
A maioria dos condenados permanece presa, enquanto outros respondem aos processos em liberdade, conforme decisões judiciais.
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Como funcionava o esquema
A operação Tabernus foi deflagrada em 11 de junho de 2024 — Foto: MPMG/Divulgação
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora. Segundo o MPMG, foi identificado um esquema estruturado de corrupção que envolvia agentes públicos e integrantes de grupos criminosos.
A atuação conjunta permitia a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros objetos proibidos nas unidades prisionais. Os materiais eram comercializados ilegalmente dentro dos presídios, com obtenção de vantagens financeiras pelos envolvidos.
A operação Tabernus foi deflagrada em 11 de junho de 2024, em uma ação integrada do MPMG com as polícias Penal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, além da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A ação foi realizada em Juiz de Fora, Cataguases, Goianá, na Zona da Mata mineira, e em cidades do Rio de Janeiro.
Na primeira fase, foram expedidos 27 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão. As equipes também cumpriram ordens de sequestro de veículos e de bloqueio de valores que ultrapassavam R$ 13,3 milhões.
Entre os alvos presos estavam um sargento do Exército, dez policiais penais e três técnicos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Na época, o Ministério Público informou que o esquema envolvia servidores de unidades prisionais, traficantes, detentos e pessoas com vínculos familiares e sociais com os grupos criminosos.
As investigações resultaram em prisões, apreensões e processos judiciais relacionados aos três núcleos criminosos identificados.
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Source: G1
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