Durante a cirurgia, foi implantada uma placa ortopédica para estabilizar o osso fraturado. Após o procedimento, o animal se recuperou da anestesia e voltou a se alimentar, apresentando sinais considerados positivos pela equipe veterinária.

Bugio-ruivo César passa por cirurgia para corrigir fratura no fêmur no litoral de SP — Foto: Instituto Ambiecco - Cetas

Em nota, o Instituto Ambiecco afirmou que, apesar do resultado inicial, a recuperação de Cesar exige cuidados especiais. Por ser um primata silvestre, com hábitos de saltar e escalar, ele permanecerá temporariamente em um espaço restrito e adequado para evitar movimentos que possam comprometer a estabilização da fratura.

O bugio continuará recebendo acompanhamento veterinário, medicações e alimentação apropriada, incluindo itens que fazem parte de sua dieta natural. Embora a expectativa seja positiva quanto à recuperação dos movimentos do membro afetado, ainda será necessário acompanhar a evolução clínica e a consolidação óssea.

Bugio-ruivo César passa por cirurgia para corrigir fratura no fêmur e inicia recuperação no litoral de SP — Foto: Instituto Ambiecco - Cetas

Quem é César?

Bugio-ruivo, uma das espécies mais ameaçadas de extinção do mundo, vira atração em Peruíbe

Bugio-ruivo, uma das espécies mais ameaçadas de extinção do mundo, vira atração em Peruíbe

Bugio-ruivo foi resgatado com fratura no fêmur — Foto: Instituto Ambiecco/Divulgação

O resgate contou com a atuação conjunta do instituto e da Fundação Florestal, com apoio da equipe do Mosaico de Unidades de Conservação Juréia-Itatins e da Prefeitura de Peruíbe, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura.

Após o resgate, César foi encaminhado ao Cetas, onde passou por avaliação clínica e exames de imagem que confirmaram a fratura no fêmur esquerdo.

Segundo o gerente do Litoral Sul da Fundação Florestal, Edson Montilha, a lesão poderia ter sido causada por uma queda ou pelo ataque de outro animal.

César foi resgatado com lesão no fêmur em Peruíbe — Foto: Instituto Ambiecco/Divulgação

Espécie

Montilha explicou que o bugio-ruivo é um animal dócil, que se alimenta de flores, folhas e frutos. De acordo com ele, a espécie já esteve listada entre os 25 primatas mais ameaçados de extinção do mundo.

Atualmente, a espécie segue ameaçada de extinção, mas não integra mais a lista, que é atualizada a cada dois anos. "É feita uma troca, não quer dizer que o risco tenha diminuído", afirmou.

O especialista explicou que 'César' era monitorado dentro do programa Monitora BioSP, que é um programa de monitoramento de primatas e de biodiversidade.

Instituto Ambiecco

O Instituto Ambiecco é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, responsável pela administração do Cetas de Peruíbe, que atua no recebimento, atendimento, tratamento, reabilitação e destinação de animais silvestres.

Como o atendimento aos animais exige custos com medicamentos, exames, alimentação, procedimentos cirúrgicos e cuidados especializados, a instituição recebe doações.

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Source: G1

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