Venda de gasolina e etanol em garrafas e galões é suspensa no AM para combater queimadas
Com a restrição, os postos de combustíveis terrestres e flutuantes só podem abastecer diretamente os tanques de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos levados ao local.
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A venda de combustíveis em recipientes portáteis está suspensa no Amazonas para combater queimadas. A determinação segue decreto publicado na segunda-feira (26).
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A regra prevê exceções com vendas controladas. Segundo o MPF, a falta de controle facilita o transporte de combustíveis para áreas de vegetação, dificultando a fiscalização.
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O estado registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, alta de 295,5% sobre 2025. O governo decretou emergência em 46 municípios.
Venda de gasolina em recipientes é proibida no AM — Foto: Divulgação
A venda de gasolina, etanol e óleo diesel em garrafas, galões e outros recipientes portáteis está suspensa em todo o Amazonas. Com a restrição, os postos de combustíveis terrestres e flutuantes só podem abastecer diretamente os tanques de veículos, embarcações, máquinas e equipamentos levados ao local.
A medida foi adotada para combater queimadas e incêndios florestais e atende a uma determinação do Ministério Público Federal (MPF) e a um decreto do Governo do Amazonas, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na segunda-feira (26).
A regra prevê exceções para alguns grupos, como:
- Serviços essenciais;
- Moradores de comunidades isoladas, sem acesso por estrada ou sem postos de combustíveis;
- Propriedades rurais cadastradas que dependem de diesel para operar geradores e máquinas agrícolas.
Nesses casos, a venda será controlada. As regras incluem limite diário de combustível, uso de recipientes certificados, identificação do comprador e registro da quantidade vendida e da finalidade do produto.
Segundo o MPF, a venda sem controle facilita o transporte de combustíveis para áreas de vegetação, várzeas e margens de rios. Isso dificulta a fiscalização e pode favorecer a ação de pessoas que provocam incêndios de forma ilegal.
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Alta nos focos de calor e fumaça
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, um aumento de 295,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
A fumaça também prejudicou as operações de combate ao fogo. Na mesma data, a falta de visibilidade impediu a decolagem de aeronaves usadas no combate aos incêndios nos dois aeroportos de Manaus.
Avaliações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima indicam que os incêndios têm origem humana e são intencionais. Investigações apuram a possível atuação coordenada de pessoas envolvidas na provocação das queimadas.
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Source: G1
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