Uma denúncia foi registrada após o segundo turno. No interior de São Paulo, foram 80 casos em dois dias, motivados por retaliações contra trabalhadores por causa do voto.


  • O Vale do Paraíba registrou 24 denúncias de assédio eleitoral em 2026, segundo o MPT. Uma das queixas ocorreu após o segundo turno, realizado no domingo (25).

  • A regional do MPT recebeu 216 denúncias em todo o estado. Desse total, 80 ocorreram entre o fim do domingo (25) e a manhã desta quarta-feira (28).

  • Os casos envolvem retaliações contra trabalhadores por suas escolhas políticas. Ameaças de demissão e recusa de contratação motivadas pelo voto configuram assédio eleitoral.

  • Denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo site do MPT. A instituição recomenda guardar provas, como capturas de tela, gravações e áudios.

Urna eletrônica — Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Vale do Paraíba registrou 24 denúncias de assédio eleitoral durante as eleições de 2026, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Do total, uma foi feita após o segundo turno, realizado no domingo (25).

Os dados do MPT da 15ª Região abrangem 599 municípios do interior de São Paulo. Em todo o estado, a regional recebeu 216 denúncias ao longo das eleições, sendo 80 entre o fim do domingo (25) e a manhã desta quarta-feira (28).

O número de denúncias feitas após o segundo turno representa 37% do total registrado pela instituição em 2026.

Segundo o MPT, os casos incluem retaliações contra trabalhadores por causa do candidato em quem votaram, além de publicações nas redes sociais que incentivam empresários a demitir funcionários por suas escolhas políticas.

Agora no g1

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Ameaças de demissão, dispensas e recusa de contratação motivadas pelo voto podem configurar assédio eleitoral e ser investigadas pelo Ministério Público do Trabalho.

Como denunciar

Quem sofreu ou presenciou situações de assédio eleitoral pode registrar uma denúncia de forma remota e sigilosa pelo site do MPT da 15ª Região ou pelo portal nacional do MPT.

A instituição recomenda guardar provas que possam contribuir com a investigação, como capturas de tela de mensagens e publicações nas redes sociais, áudios, gravações de tela e informações sobre possíveis testemunhas.

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Source: G1

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