A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) tem 18 professores entre os 2% de pesquisadores mais influentes do mundo em 2025, segundo levantamento da Elsevier em parceria com a Universidade Stanford. A pesquisa é anual e usa dados da plataforma Scopus para avaliar a produção científica com base em diferentes critérios.
Entre os critérios avaliados estão a repercussão dos trabalhos, o número de coautores e a posição do pesquisador nos artigos, com pontuação específica para quem aparece como primeiro ou segundo autor.
Veja professores da UFPB entre os mais influentes do mundo:
- Celso Augusto Guimarães Santos
- Cláudio Furtado
- Damião Pergentino de Sousa
- Dionísio Bazeia
- Elcio Abdalla
- Eugênio Bezerra de Mello
- Evandro Leite de Souza
- Felipe Vigolvino Lopes
- João Marcos do Ó
- José Maria Barbosa Filho
- Knut Bakke
- Luciana Scotti
- Marciane Magnani
- Marcus T. Scotti
- Mário César Ugulino Araújo
- Medeiros, E. S.
- Moura, Mario R.
- Valdir Barbosa Bezerra
Para Cláudio Furtado, professor do Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), a presença na lista reconhece mais de 30 anos de atuação no ensino e na pesquisa.
“É muito importante do ponto de vista de reconhecimento a todo um trabalho feito por mais de 30 anos como pesquisador (...) Também, eu vejo que é um incentivo para que novos jovens possam pensar em seguir a academia acadêmica e ter esse reconhecimento porque é muito gratificante para você ver um trabalho que você faz sendo reconhecido por entidades de nível mundial”, disse.
Ao g1, o professor também destacou uma das pesquisas que desenvolveu em 2025 e que foi considerada no levantamento.
“Em 2025 tem uma série de trabalhos que eu estou fazendo de propriedades de interação de partículas dentro de materiais, ou seja, de imperfeições que existem em materiais chamados de defeitos topológicos. E esses defeitos mudam as propriedades físicas, como condutividade, como propriedades que são medidas no dia a dia e que podem ter aplicações em diversas áreas”, explicou.
Para Cláudio, a presença de professores da UFPB no levantamento também destaca a contribuição da universidade para a pesquisa científica no Brasil.
“Você olha em todas as instituições do Brasil quem é que pertence a essa lista. Aqui na UFPB teve 18, isso é muito importante. No exterior, isso é colocado na página das suas instituições, dizendo a quantidade de pesquisadores que estão nos rankings mundiais para mostrar a competitividade e a qualidade do que é feito naquela instituição”, reforçou.
Limitações do levantamento
Apesar dos critérios utilizados, o levantamento da Universidade Stanford tem limitações e pode deixar de representar parte da produção científica das ciências humanas.
Isso ocorre porque a base de dados prioriza revistas científicas internacionais publicadas em inglês, geralmente ligadas a grandes editoras e com publicações frequentes. Esse modelo pode favorecer as ciências exatas, enquanto parte da produção em ciências humanas é publicada em português, em livros ou em revistas nacionais que nem sempre entram nos índices.
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Source: G1
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