Questionado por um jornalista se concordava com a afirmação, Trump respondeu que não queria se pronunciar sobre o assunto.
"Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver", afirmou.
Sem apresentar provas, Trump voltou a questionar o processo eleitoral no Brasil. Segundo o presidente americano, as eleições foram "muito estranhas".
Mais cedo, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em uma rede social na qual se declarou o "verdadeiro presidente do Brasil". No documento, ele também agradece líderes internacionais, incluindo Trump.
Após divulgar o documento, em formato de imagens, Flávio publicou uma nova versão, na qual substituiu as expressões "verdadeiro presidente do Brasil" e "presidente eleito" por "líder do Brasil" e "líder".
As alegações de fraude eleitoral, divulgadas sem apresentação de provas, contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
O PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado eleitoral, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
Trump aprova Flávio nos EUA
Durante a madrugada desta quarta-feira, ao retornar de uma viagem, Trump disse a jornalistas que aprovaria a ida de Flávio aos Estados Unidos.
"Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou Trump.
Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos EUA informou que iria conceder vistos a Flávio Bolsonaro e à sua família e permitiria a entrada deles no país.
Flávio, a esposa e as duas filhas desembarcaram em um aeroporto de Miami na manhã desta quarta-feira. O senador deixou o Brasil após uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes à Polícia Federal.
Flávio saiu do Brasil por terra, após cruzar a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27). Depois, o senador embarcou em um avião privado em Puerto Iguazú. O trajeto evitou o espaço aéreo brasileiro e incluiu uma escala no Equador.
*A reportagem está sendo atualizada.
Source: G1
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