Um funcionário de uma empresa prestadora de serviços da Light foi preso em flagrante na noite desta quarta-feira (4) por furto de equipamentos usados na rede de energia elétrica. Segundo a Polícia Civil do RJ, o homem trabalhava como auxiliar de almoxarifado e retirava materiais de uma unidade da concessionária na Penha Circular, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Não há, nas informações divulgadas pela polícia, indicação de relação entre a prisão na Penha Circular e o esquema investigado na Operação Blackout.

Peças eram retiradas do almoxarifado da Light — Foto: Divulgação/PCERJ

Conectores desviados

De acordo com a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), a equipe recebeu informações de que o terceirizado estaria retirando materiais clandestinamente da unidade ao fim do expediente e usando uma bolsa para transportá-los. A polícia afirma que a prática ocorria de forma reiterada.

Após monitorar a unidade, agentes abordaram o funcionário e encontraram com ele conectores de derivação perfurantes ainda em embalagens plásticas. Os equipamentos são usados nas conexões dos ramais da rede aérea da concessionária.

O homem informou à polícia que trabalhava havia quase 2 anos como auxiliar de almoxarifado de uma empresa terceirizada.

Ele foi preso em flagrante por furto qualificado. A DDSD investiga agora outros episódios e a possível destinação dos materiais retirados.

Operação Blackout

Furto ocorreu durante serviço de reparo em Botafogo — Foto: Reprodução

A investigação começou depois que a concessionária comunicou o furto de aproximadamente 500 metros de cabos de cobre de uma instalação elétrica na Rua da Passagem, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

O crime ocorreu na madrugada de 11 de abril, interrompeu o fornecimento de energia na região e causou um prejuízo estimado em R$ 80 mil.

Segundo a investigação, câmeras de segurança registraram uma equipe com um veículo caracterizado da concessionária fazendo intervenções na rede durante a madrugada. Dados de rastreamento apontaram que o veículo seguiu depois para um ferro-velho no Parque Boa Esperança, no Caju.

A polícia identificou outras movimentações consideradas suspeitas no local. Entre 12 de abril e 19 de maio, 16 veículos ligados à Coordenação de Operação Centro Sul da empresa estiveram no ferro-velho em 37 ocasiões, sem ordem de serviço ou justificativa operacional, segundo a investigação.

Os policiais apuram se esses deslocamentos têm relação com outros furtos envolvendo mais de 2 quilômetros de cabos de cobre. Até agora, 25 funcionários da concessionária foram identificados como investigados.

Source: G1

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