Viviano Vithus de Souza, de 26 anos, foi preso nesta quinta-feira (29) após confessar ter assassinado e decapitado Marcelo de Oliveira Menezes Filho, de 18 anos, no município de Caracaraí, ao Sul de Roraima. O crime ocorreu no último domingo (25). O suspeito passou por audiência de custódia e a Justiça manteve a prisão.

O suspeito é integrante da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a polícia, Marcelo também integrava o grupo criminoso, mas foi assassinado por mudar de facção. A investigação indica que o crime foi motivado por retaliação.

A vítima, portanto, foi morta em um "tribunal do crime". Além de Viviano, a polícia ainda procura outros dois suspeitos de participação no homicídio: um homem de 29 anos e um adolescente de 16. Ambos seguem foragidos.

O g1 tenta contato com a defesa de Viviano.

Em depoimento, Viviano detalhou que aplicou um "mata-leão" em Marcelo até que ele desmaiasse. O jovem foi amarrado enquanto o grupo aguardava um carro para transportá-lo a outro local. Como o veículo não chegou, lideranças da facção decidiram matá-lo no local.

A execução foi transmitida ao vivo por meio de uma chamada de vídeo para integrantes da organização criminosa. Marcelo foi morto a pauladas, antes de ser decapitado.

A prisão preventiva de Viviano foi cumprida em uma casa no município, durante uma operação conjunta das polícias Civil, Militar e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-RR). No local, os policiais ainda apreenderam munições de calibre 38, uma balança de precisão e um celular.

Renan foi morto a tiros de espingarda na terça-feira (27), no bairro Santo Antônio, também em Caracaraí. A conexão entre os dois crimes ainda não foi confirmada. Os casos são investigado pelo delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, de Caracaraí.

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Relembre o caso

Fotos do local onde Marcelo de Oliveira Menezes Filho, de 18 anos, foi assassinado em Caracaraí. — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Marcelo de Oliveira Menezes Filho foi sequestrado, agredido com pedaços de madeira e decapitado nos fundos de uma casa no bairro São José Operário. Os envolvidos também teriam filmado o crime para comemorar.

A família dele acionou a Polícia Militar após ser avisada do sequestro por uma amiga da irmã da vítima. O corpo do jovem foi encontrado por parentes enrolado em lençóis e amarrado com fios elétricos.

O caso foi registrado como "homicídio qualificado cometido por integrante de organização criminosa ultraviolenta".

Agora no g1

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Source: G1

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