A falta de água voltou a suspender as aulas na Escola Estadual Joaquim Nabuco, que atende mais de 500 estudantes em Uiramutã, no Norte de Roraima. O problema recorrente retornou na quinta-feira (5) e se estendeu até a manhã desta sexta-feira (6), afetando também ao menos 50 famílias dos bairros Baixada e Buritis.

Para não prolongar a paralisação, a gestão da escola improvisou uma solução emergencial. Com o apoio de veículos do transporte escolar, a unidade buscou 15 mil litros de água em contêineres para encher a cisterna (reservatório) do colégio e garantir o retorno das atividades ainda na tarde desta sexta.

A interrupção no fornecimento ocorreu após uma falha na bomba que distribui água para a região. Em nota, a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) informou que o problema foi causado pela queima do equipamento, que fica instalado em um poço atrás da escola. Afirmou também que uma equipe técnica foi ao local para fazer a substituição da bomba e normalizar o abastecimento.

A diretora da escola, Adeli da Silva Cavalcante, relatou as dificuldades constantes enfrentadas para manter as portas abertas sem a estrutura básica. Ela explica que a situação gera desgastes com os pais e prejudica a aprendizagem dos alunos.

"Não tem condições de ter aula com os banheiros sujos, sem merenda e sem água para beber. Temos que pensar no bem-estar dos nossos alunos. Não há boa aprendizagem em um ambiente sujo", afirmou.

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O desabastecimento na sede do município e na Escola Joaquim Nabuco é recorrente. A gestão da unidade relata que já documentou e solicitou à Secretaria de Educação e Desporto (Seed) a perfuração de um poço artesiano exclusivo para o colégio.

Os moradores já enviaram ofícios à Prefeitura de Uiramutã, ao Governo de Roraima e à Caer cobrando uma solução definitiva. Eles relatam ainda que algumas ruas da área, principalmente do bairro Baixada, convivem com a falta de rede de energia elétrica.

Em setembro deste ano, a crise hídrica na Baixada já havia motivado um abaixo-assinado da população. Na época, a bomba do único poço que atende o bairro quebrou e, na sequência, o poço secou.

Sem resposta do poder público, algumas famílias precisaram pagar até R$ 80 por abastecimentos particulares.

Source: G1

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