O crime mais recente aconteceu na localidade de Rincão das Boeiras, no interior de Itacurubi, na Região Central. A vítima foi Antônia Bueno Flores, 64 anos. Segundo a polícia, ela foi morta pelo companheiro, Luiz Alvarenga Rodrigues, 66 anos. Conforme a investigação, não havia medida protetiva em vigor.

Já em Sobradinho, Júlia Roseli da Silva, 45 anos, foi morta na noite de domingo dentro da casa do ex-companheiro. De acordo com informações repassadas por familiares, o homem não aceitava o término do relacionamento.

Gesto silencioso como pedido de socorro

Sinal de ajuda de violência contra a mulher — Foto: Reprodução/ RBS TV

Conhecido internacionalmente como sinal de ajuda, o gesto de alerta de que uma mulher está em perigo surgiu no Canadá durante a pandemia de Covid-19. A ideia era permitir que vítimas que conviviam com seus agressores conseguissem pedir socorro de forma discreta, sem despertar suspeitas.

Segundo Nadia Bisch, fundadora e diretora do Instituto Lótus, é importante que cada vez mais pessoas conheçam o significado do sinal.

"Quanto mais a gente trouxer de informação de que isso sinaliza situação de violência, que isso pode ser um pedido de socorro, mais chances temos de que alguém consiga ajudar", afirma.

Ela explica que, ao identificar o gesto, uma pessoa pode anotar os dados da vítima, acionar a polícia e encaminhar o caso para atendimento.

Bancos vermelhos

Banco Vermelho de enfrentamento à violência contra a mulher — Foto: Reprodução/ RBS TV

Outro símbolo utilizado no combate à violência de gênero está presente em ruas e praças: os bancos vermelhos.

A iniciativa, que começou na Itália em 2016, busca chamar a atenção para os feminicídios e orientar a população sobre onde buscar ajuda. Os bancos exibem informações sobre canais de denúncia e atendimento às vítimas.

Coordenadora nacional do projeto Bancos Vermelhos Oficial no Brasil, Denise Argemi afirma que a cor faz referência ao sangue das mulheres assassinadas em crimes de gênero.

"Nós temos um slogan, é o sangue derramado por homens que diziam amar essas mulheres. Esse é o mesmo slogan da Itália e é o que nós utilizamos aqui", explica Denise.

Em Porto Alegre, os bancos já foram instalados em 10 praças da Capital, além de órgãos públicos e locais de grande circulação, por meio de parceria com a prefeitura.

A proposta é levar o debate para espaços frequentados diariamente pela população e ampliar a conscientização sobre a necessidade de enfrentar a violência contra as mulheres.

O telefone 190, da Brigada Militar, deve ser acionado em situações de emergência ou quando a violência estiver acontecendo naquele momento.

Já o número 180, canal do Ministério das Mulheres, recebe denúncias, orienta vítimas e fornece informações sobre direitos e formas de atendimento.

O Rio Grande do Sul ocupa a quinta posição entre os estados com maior número de denúncias registradas no 180. Em 2026, já foram contabilizados mais de 5,3 mil relatos de violência doméstica. A maioria das comunicações foi feita pelas próprias vítimas.

As denúncias recebidas pelo canal são encaminhadas pelo governo federal à Polícia Civil, responsável pela investigação dos casos.

Segundo o delegado Juliano Ferreira, qualquer pessoa pode colaborar com informações.

"Toda informação repassada é anônima. O importante é que ela chegue às autoridades com o máximo de detalhes possível para que possamos identificar o fato, a vítima ou o agressor", afirma.

VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Source: G1

At a glance

Topic
World
Country
🇧🇷 BR
Publisher language
PT
Added to Allnira