"Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que temos? Qual a dívida dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa é o dobro em relação ao PIB? E, se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece", afirmou o petista.
Na sequência, Lula cobrou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a apresentar à imprensa os dados sobre a situação da dívida pública brasileira, destacando a situação fiscal do país quando Lula retomou o poder em 2023.
"Para alguém falar que a gente não tem [responsabilidade], precisa dizer como a gente pegou esse governo. Se não disser como encontramos esse governo, as pessoas não têm comparativo", declarou Lula.
"A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício[...]. Nós pegamos esse governo com déficit de 2,8% e nós estamos entregando orçamento com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo. É o que a gente pode fazer", acrescentou o petista.
Lula tem sido cobrado por especialistas em economia e pelo mercado financeiro a conter despesas obrigatórias, como despesas com Previdência, assistência social, funcionalismo, entre outras.
Essa ausência de freio nas despesas alimenta a desconfiança do mercado financeiro quanto à sustentabilidade da dívida pública, o que gera efeitos práticos na economia, como alta do dólar, aumento das expectativas de inflação e manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados por mais tempo.
Sem um sinal claro de disciplina fiscal, o custo do crédito para empresas e famílias sobe, encarece o financiamento da própria dívida do governo e desestimula o crescimento econômico.
Por outro lado, o governo resiste a cortes lineares sob o argumento de que investimentos sociais, saúde e educação não devem ser tratados como despesas descartáveis.
Lula e sua equipe defendem que o ajuste fiscal não recaia apenas sobre a população mais vulnerável, cobrando que o debate inclua também a redução de renúncias fiscais concedidas a setores empresariais e a revisão dos altos volumes destinados a emendas parlamentares.
'Ano menos exitoso do que eu gostaria', afirma Lula
No mesmo pronunciamento, Lula afirmou que o ano de 2026 está terminando de uma forma menos "exitosa" do que a que ele esperava, mas emendou declarando que o governo fez o possível no período.
Source: G1
At a glance
- Topic
- World
- Country
- 🇧🇷 BR
- Publisher language
- PT
- Added to Allnira