O Porto de Natal embarcou 2,7 mil bois vivos com destino à Arábia Saudita em uma operação estimada em R$ 20 milhões, na quarta-feira (28). A exportação foi articulada pelo Governo do Rio Grande do Norte e pela administração portuária, com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape), Guilherme Saldanha, a operação abre possibilidades para produtores rurais e pecuaristas do estado. “Isso é desenvolvimento de verdade: mais emprego, mais renda e mais oportunidade para o nosso povo”, afirmou o secretário.

A expectativa do governo é que a atividade também tenha reflexos em setores como transporte rodoviário e serviços portuários. Ainda de acordo com a Sape, a exportação pode beneficiar tanto pequenos produtores que comercializam animais quanto pecuaristas que trabalham com a criação de bezerros.

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O governo, no entanto, não informou quanto da movimentação financeira estimada corresponde diretamente à produção potiguar nem quantos produtores foram envolvidos na operação.

Transporte de animais

O embarque exigiu procedimentos sanitários e operacionais específicos para o transporte marítimo de animais vivos. Segundo o governo, entre as medidas previstas está a preparação de uma cama no espaço destinado aos bois durante a viagem, com materiais como palha de arroz e bagaço de cana-de-açúcar.

Na véspera da operação, equipes do Ministério da Agricultura estiveram no Porto de Natal para cumprir os procedimentos necessários à liberação da carga.

O trabalho também envolveu a habilitação do porto e das fazendas responsáveis pela quarentena dos animais, conforme as exigências sanitárias e regulatórias para a exportação. Ainda não há previsão de novas exportações desse tipo.

Exportação de animais vivos é alvo de críticas

A entidade aponta riscos ao bem-estar dos animais durante as viagens marítimas, como exposição ao calor, estresse, falta de espaço e contato prolongado com dejetos.

Sobre os quesionamentos, o Governo do Estado e a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) defenderam a atividade, ao afirmar que as operações seguem normas sanitárias e os protocolos de bem-estar animal estabelecidos pelo Ministério da Agricultura.

Agora no g1

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Source: G1

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