O corpo foi encontrado em 19 de agosto, em uma área de matagal no bairro Lagoa Azul, também na Zona Norte. A vítima estava com as mãos amarradas e apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. A identidade foi confirmada pela Polícia Científica por meio de exame de impressões digitais.

De acordo com a Polícia Civil, dois suspeitos foram identificados durante a investigação. O primeiro, também de 18 anos, foi preso em 15 de setembro, apontado como responsável por facilitar a ação criminosa.

Corpo encontrado é de professor desaparecido

Corpo encontrado é de professor desaparecido

O homem preso nesta quinta-feira é apontado pela polícia como o principal suspeito do homicídio e possível liderança do grupo criminoso. Ele era considerado foragido da Justiça.

Durante a ação em São Gonçalo do Amarante, os policiais também apreenderam um celular, que será analisado no decorrer da investigação. O suspeito foi levado à delegacia e permanece à disposição da Justiça.

Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas anonimamente à Polícia Civil pelo Disque-Denúncia 181.

Desaparecimento e protesto

A família de Daniel Silva de Oliveira, de 40 anos, que era professor de um projeto social desenvolvido no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte, registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento dele no dia 26 de julho.

À polícia, eles disseram que foram informados de que homens teriam invadido a residência da vítima, subtraído aparelhos televisores e levado o morador do local.

A falta de informações sobre o paradeiro do educador provocou uma onda de comoção no bairro. No dia seguinte ao desaparecimento, alunos e moradores do bairro fizeram protesto e fecharam por mais de 2 horas a Avenida Boa Sorte, uma das principais da Zona Norte de Natal.

Eles colocaram fogo em pneus e restos de sofá. O objetivo do protesto era chamar a atenção das autoridades para o caso.

Protesto cobra celeridade para investigar desaparecimento de professor em Natal (Créditos: Janderson Souza/Cedido)

Protesto cobra celeridade para investigar desaparecimento de professor em Natal (Créditos: Janderson Souza/Cedido)

Projeto Fênix

Professor e ativista social, Daniel fundou o Projeto Fênix, onde por quase duas décadas dedicou a vida a transformação social de crianças e adolescentes por meio do esporte, utilizando o futebol como instrumento de inclusão, cidadania e prevenção à violência.

Em 2018, ele foi personagem de uma reportagem do Fantástico, que contou a história do projeto em meio ao cenário do bairro Nossa Senhora Apresentação, que tinha os maiores índices de violência da capital potiguar (veja abaixo).

Por conta do projeto, na tentativa de manter os jovens afastados da criminalidade, Daniel se tornou uma referência na comunidade.

Source: G1

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