O adolescente de 16 anos suspeito de matar Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, e deixar outro homem ferido durante uma briga após uma carreata de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), em Bonito (MS), teve a apreensão determinada pela Justiça, mas ainda não foi localizado. O pai dele, de 47 anos, também é procurado pela polícia. O crime aconteceu no sábado (24).

Segundo a Polícia Civil, o adolescente é investigado por atos infracionais equivalentes a homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de homicídio simples. Já o pai é investigado por porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais recíprocas.

A última atualização da polícia, divulgada na segunda-feira (26), informou que as buscas pelos envolvidos continuam. A investigação está sob responsabilidade da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Regional de Jardim.

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Confusão que terminou morte em Bonito. — Foto: Rede social.

Entenda o caso

A briga aconteceu por volta das 22h40 de sábado (24), nas proximidades de um posto de combustíveis, na região central de Bonito, após uma carreata de apoio a Flávio Bolsonaro.

Segundo o boletim de ocorrência, o pai do adolescente começou a agredir um motorista de 30 anos. Outras pessoas intervieram e também agrediram o homem. Durante a confusão, o adolescente teria pegado um revólver em uma caminhonete e atirado contra as pessoas que estavam no local.

Ewerton foi atingido por três tiros. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Darcy João Bigaton, mas não resistiu.

Ao g1, Giovane Rodrigues, irmão de Ewerton, contou que ele não participou da carreata e estava no posto de combustíveis com a companheira, grávida de cinco meses, quando tentou separar a briga.

"O Ewerton só queria ajudar", contou Giovane.

Ewerton deixou dois filhos, de 11 e 9 anos, e esperava o nascimento da primeira filha, Dominic. Segundo a família, ele sonhava em ter uma menina e já havia preparado o quarto da bebê. Outro homem também ficou gravemente ferido com os disparos.

Apesar de o crime ter ocorrido após uma carreata, a Polícia Civil informou que as investigações não apontam motivação política. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) também informou que os envolvidos pertenciam ao mesmo grupo político.

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Source: G1

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