Na outra ponta da lista está o Residencial Lagoa dos Mandarins, que registrou a menor taxa de abstenção da cidade, com 9,35%.

Os números revelam uma diferença de quase 14 pontos percentuais entre os bairros com maior e menor participação eleitoral, indicando comportamentos distintos do eleitorado dentro do município.

Centro tem grande número absoluto de ausências

Embora não esteja entre os bairros com os maiores percentuais, o Centro concentrou o maior número absoluto de eleitores ausentes.

Foram 5.039 abstenções entre 25.302 eleitores aptos, uma quantidade superior à observada em qualquer outra região da cidade. O volume chama atenção por refletir o peso eleitoral da área central, que reúne diversos locais de votação e um dos maiores contingentes de eleitores de Divinópolis.

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O que explica a concentração da abstenção?

Para o professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Moacir de Freitas Júnior, há indícios de que fatores socioeconômicos ajudam a compreender o fenômeno observado.

Segundo o especialista, historicamente, os maiores índices de ausência costumam estar associados a faixas da população de menor renda, que enfrentam barreiras práticas para comparecer às urnas. Ele cita dificuldades de deslocamento, questões cadastrais e obstáculos do cotidiano que podem afastar parte do eleitorado.

Além disso, conforme ele, muitos eleitores acreditam que o voto não terá impacto concreto em suas vidas, o que contribui para o afastamento do processo eleitoral.

"Ele pensam: não importa se eu for votar ou não, porque no dia seguinte eu tenho que trabalhar do mesmo jeito, então eu não vou. E aproveitam o domingo com a minha família e não vão. Se desconectam da política."

Desafio para o segundo turno

Na avaliação de Moacir de Freitas Júnior, disputas equilibradas costumam mobilizar cidadãos que não participaram da primeira votação, especialmente aqueles que deixaram de votar por motivos circunstanciais e não por decisão política.

"Quando a disputa está acirrada, as pessoas fazem mais questão de participar. Há uma tendência de mobilização maior do eleitorado em cenários de equilíbrio entre os candidatos", disse.

O professor pondera, contudo, que fatores locais e o fim das disputas estaduais podem influenciar o comportamento do eleitorado nos próximos dias.

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Source: G1

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