“Uma nova guerra pode durar mais do que a anterior”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, após Trump dizer que resolveria a questão em "dez minutos".

Segundo Teerã, o presidente americano “não estaria em condições de ditar nem o momento nem as condições” para o fim do conflito.

Situada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, a cerca de 250 quilômetros ao sul da capital iraniana, a montanha Pickaxe, chamada pelos iranianos de Kooh Kolang, é suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo, segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Trump já havia ameaçado bombardeá-la no fim de julho.

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O governo iraniano rejeita as acusações e também nega buscar o desenvolvimento de armas nucleares, defendendo seu direito ao uso civil da energia atômica. Na semana passada, Trump mencionou uma “nova pequena Fúria Épica”, em referência à ofensiva militar lançada por Washington em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

O ataque matou diversos dirigentes iranianos, entre eles o líder supremo Ali Khamenei, e deixou milhares de civis mortos durante quase 40 dias de bombardeios conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos. Em abril, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo de cessar-fogo que pôs fim aos combates. Em 12 de junho, os dois países assinaram um protocolo de entendimento para encerrar o conflito.

Os ataques, entretanto, foram retomados, e o Irã voltou a atingir aliados de Washington na região, do Golfo à Jordânia. Desde o início de setembro, a situação na região está estável, mas a possibilidade de uma campanha militar curta e intensa após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, não está descartada.

Israel volta a ameaçar o Irã Após as eleições legislativas realizadas nesta semana em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também falou em uma “oportunidade histórica única” para “eliminar definitivamente a ameaça existencial” representada pelo Irã, considerado o principal inimigo do país.

Diante dessas ameaças, o líder supremo Mojtaba Khamenei, que sucedeu o pai em março, afirmou no sábado que poderá haver “uma resposta imediata, poderosa e sem limites geográficos”.

O aiatolá, que não aparece em público desde sua nomeação, ordenou ainda às autoridades militares que atualizassem a lista de alvos para incluir “todos os tipos de ativos materiais e imateriais pertencentes ao inimigo americano-sionista”.

O Irã já ameaçou atacar centros de dados, sistemas de inteligência artificial e cabos submarinos no estratégico estreito de Ormuz, um dos principais focos das tensões.

As negociações mediadas pelo Catar continuam, e o Irã elogiou a “mudança de tom” demonstrada em uma carta enviada pelo vice-presidente americano, JD Vance. Os Emirados Árabes Unidos disseram esperar uma solução diplomática.

“Não é do interesse da região viver um novo ciclo de confrontação. Mas, como já mostramos no passado, também estamos preparados para enfrentar o pior”, afirmou Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, durante uma conferência em Manama, capital do Bahrein.

Source: G1

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