"Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula, e a prudência agora com as vidas que estão em jogo deve falar mais alto que qualquer ímpeto do nosso coração. Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção. Não façam isso", afirmou Nikolas.
A declaração contraria o posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado neste domingo (25). Após a divulgação do resultado, Flávio afirmou que não reconheceria a derrota e que pediria à Justiça a anulação das eleições.
Em vídeo, Nikolas diz que chance de anular eleição é praticamente nula. — Foto: Reprodução
No início da gravação, Nikolas chega a levantar suspeitas sobre o processo eleitoral, ao afirmar que a quantidade de perguntas sem respostas gera "insegurança e indignação". Ele ainda diz que sua reação foi de "raiva, indignação, revolta, vontade de devolver tudo na mesma moeda".
Em seguida, ele diz que recorreu a Deus. "Nós acreditamos naquele que tem todo o poder, e somente ele pode fazer juízo a nações. E é exatamente isso que eu prevejo que irá acontecer nos próximos anos com o nosso país. Que Deus salve essa nação.
TSE e PGR reafirmam segurança do processo eleitoral
Logo após a confirmação da vitória de Lula, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". Ele foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também reconheceu o processo eleitoral. Na noite de domingo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar a votação, combater irregularidades e garantir o respeito à vontade dos eleitores.
"A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política", afirmou Gonet, que também atua como procurador-geral eleitoral.
Source: G1
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