"Nós não temos ainda informações sobre o seu paradeiro, apenas algumas notícias que já saíram da imprensa, inclusive de outros países, que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávia para um outro país", disse Marinho.

Durante a madrugada desta terça-feira (27), a imprensa da Argentina publicou que Flávio teria entrado no país e pegaria um voo particular de lá para os Estados Unidos.

Autoridades brasileiras entraram em contato com o país vizinho para verificar se há algum indício de presença do senador em território argentino. O controle de imigrações do governo Milei afirmou ao g1 que não há registro de entrada do senador Flávio Bolsonaro no país vizinho.

"Nós estivemos com ele ontem até as quatro da tarde, um pouco mais de quatro da tarde, um pouco menos, e conversamos com ele sobre a necessidade de agradecer os votos que ele teve, uma vez que no dia da apuração nós todos fomos impactados pelo resultado [...] Nós estamos surpresos".

Flávio foi derrotado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). No dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador de deixar o país.

Ele também determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio emitidos no Brasil, e a entrega, em até 24 horas, de um eventual documento de identificação estrangeiro. O senador, no entanto, descumpriu a ordem.

Flávio Bolsonaro fala após derrota para Lula no 2º turno — Foto: Adriano Machado/Reuters

PF apontou risco de fuga

Na avaliação da PF, três elementos centrais indicavam que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil sob a justificativa de suposta perseguição política:

  • a manifestação pública e direta do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, recomendando ao irmão a saída do país;
  • o expressivo poder econômico; e
  • a existência de estruturas já estabelecidas no exterior que poderiam viabilizar permanência prolongada.

Proibição de deixar o país

A decisão faz parte do processo em que Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça.

Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios — e qualquer irregularidade.

Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Source: G1

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