A vítima passou por uma cirurgia na sexta (30), quando foram colocadas placas de titânio na parte superior da boca. Em casa, Hadassa fará acompanhamento com um bucomaxilo, profissional especializado que trata da face, boca, os maxilares e a mandíbula.
"Nosso foco absoluto é garantir que ela fique bem e se recupere em casa. Ela sobreviveu a uma agressão brutal e a nossa família segue em pé cobrando justiça para que esse crime não fique impune", destacou a irmã de Hadassa, Rafaela Oliveira.
Hadassa foi deixada desacordada e sem roupas no parque. Ela foi agredida principalmente na região do rosto. Ela aguarda um procedimento no maxilar, que foi quebrado nas agressões. O nariz de Hadassa também foi ferido gravemente. (Veja abaixo como denunciar casos de violência contra à mulher)
Família cobra por justiça após mulher trans ser agredida em parque em Rio Branco
Por conta dos ferimentos, Hadassa não pode morar sozinha novamente e precisou se mudar para ficar com os familiares. Sem trabalho, a jovem precisa de dinheiro para comprar fraldas descartáveis, produtos de higiene pessoal, alimentação e para o frete para a mudança de residência.
"Qualquer valor ou doação faz toda a diferença para nós neste momento", resumiu Rafaela.
Agressões
"A pessoa que fez isso ou a levou para essa emboscada se apresentou como cliente e pediu para ela ir para um lugar mais reservado. Acredito que não foi só uma pessoa que fez isso com minha irmã. Fui com os policiais até lá, encontraram algumas casas com câmeras e vão pegar as imagens. Acredito que foi um crime de ódio", lamentou a técnica de enfermagem e irmã de Hadassa, Rafaela Oliveira.
O Ministério Público do Acre (MP-AC) divulgou que o Centro de Atendimento à Vítima (CAC) acompanha o caso. A equipe mantém contato com a assistêncial social do Pronto-Socorro de Rio Branco, onde Hadassa está internada.
Ao g1, a Polícia Civil confirmou que o caso foi apurado, inicialmente, pela Delegacia da 5ª Regional. Depois, a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que colhe os depoimentos e segue com as investigações.
A polícia pede que, quem tiver informações sobre o suspeito, entre em contato nos telefones 181, 190 ou (68) 99922-1111. A identidade é preservada.
LEIA MAIS:
Para a técnica de enfermagem, Hadassa foi vítima de um crime de ódio. "Como é que uma pessoa com tanto ódio no coração faz uma barbaridade dessa e depois deita a cabeça no travesseiro pra dormir em paz? A gente não quer politicagem nem sensacionalismo. A minha família exige justiça", frisou.
Agressões ocorreram no Parque do Igarapé São Francisco, em Rio Branco — Foto: Reprodução
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
- Polícia Militar - 190: quando a mulher está correndo risco imediato;
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Reveja os telejornais do Acre
Source: G1
At a glance
- Topic
- World
- Country
- 🇧🇷 BR
- Publisher language
- PT
- Added to Allnira