MP e Polícia Civil investigam alunos de colégio particular por mensagens de xenofobia, homofobia e intolerância religiosa no interior de SP

Grupo criado por estudantes do ensino médio em Botucatu (SP) trazia ofensas dirigidas a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de perseguição e exclusão contra alunos e professores.


  • O Ministério Público e a Polícia Civil de Botucatu (SP) investigam mensagens de alunos de uma escola particular. O conteúdo apresenta xenofobia, homofobia e intolerância religiosa.

  • Nas conversas, os estudantes afirmaram que "baianos gostam de viver no podre, na miséria" e que "gays não são bem-vindos". Houve também intolerância religiosa.

  • Os alunos organizaram listas para excluir colegas e docentes com divergência política. Havia planos de atrapalhar as aulas desses professores.

MP apura prints de mensagens preconceituosas entre alunos em escola de Botucatu

MP apura prints de mensagens preconceituosas entre alunos em escola de Botucatu

O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil investigam o conteúdo de mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp por alunos do ensino médio de uma escola particular de Botucatu (SP).

O material, que passou a circular nas redes sociais, traz ofensas dirigidas a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de declarações de cunho xenofóbico, homofóbico e de intolerância religiosa.

MP e Polícia Civil investigam alunos de colégio particular por mensagens de xenofobia e homofobia em Botucatu (SP) — Foto: Reprodução

Nas mensagens apuradas, uma das participantes faz um ataque xenofóbico ao escrever que os “baianos gostam de viver no podre, na miséria”. Em outro trecho de cunho homofóbico, uma estudante declara abertamente que ‘gays não são bem-vindos”.

As conversas mostram ainda declarações de intolerância religiosa direcionadas a religiões de matriz africana.

Além das ofensas, o grupo teria organizado listas para excluir e deixar de seguir alunos e professores com posicionamentos políticos divergentes. As conversas indicavam também planos para atrapalhar as aulas desses docentes.

De acordo com o Ministério Público, um atendimento sobre os fatos foi realizado e o caso está sob análise de um promotor de Justiça. Paralelamente, a Polícia Civil confirmou o registro de um boletim de ocorrência sobre a situação.

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Source: G1

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