O pedreiro que confere o esquadro de uma parede, o ladrilheiro que organiza as peças de um piso e o mestre de obras que estima a quantidade de material trabalham com conhecimentos geométricos. Esses saberes, desenvolvidos e transmitidos na prática, fazem parte do campo de estudo da etnomatemática, que investiga relações entre a matemática e diferentes contextos culturais.

Segundo Osvaldo, a conexão com o cotidiano ajuda o estudante a identificar figuras, selecionar medidas e compreender como calcular uma superfície. “Saber a fórmula é só metade do caminho. A outra metade, que o canteiro ensina bem, é descobrir como transformar um espaço real em figuras conhecidas”, destaca o professor.

Reconheça as figuras antes de calcular

Uma superfície irregular pode ser dividida em figuras conhecidas, como retângulos e triângulos. A orientação é observar o desenho ou a descrição do espaço, identificar as medidas disponíveis e decidir quais áreas devem ser somadas ou subtraídas.

Esse cuidado também vale para situações de pintura, reforma e cobertura: antes de iniciar a conta, é preciso compreender qual superfície deve ser considerada. As orientações se relacionam às habilidades H8 e H12 da matriz de Matemática e suas Tecnologias, voltadas à resolução de problemas de geometria e de medidas de grandezas.

Revise as principais fórmulas de área

Entre as figuras destacadas pelo professor para a revisão estão:

  • Retângulo: área = base × altura.
  • Triângulo: área = (base × altura) ÷ 2.
  • Trapézio: área = [(B + b) × h] ÷ 2.
  • Círculo: área = π × r².

No trapézio, B e b representam as medidas das bases e h indica a altura. No círculo, r é o raio. Em cada cálculo, as medidas de comprimento devem estar na mesma unidade, e o resultado da área deve ser expresso em unidades quadradas.

Atenção às unidades e às escalas

A conversão de unidades é outro ponto que exige cuidado. Um metro quadrado equivale a 10.000 centímetros quadrados. Aplicar à área o mesmo fator usado para converter comprimentos leva a um resultado incorreto.

Em plantas e mapas, é necessário observar a escala antes de calcular a área real. Quando as medidas de comprimento de uma figura são multiplicadas por um fator, sua área é multiplicada pelo quadrado desse fator. Por isso, a conversão de uma área não segue apenas a proporção entre os comprimentos.

O professor também recomenda praticar comparações de custos, como o preço por metro quadrado de diferentes materiais. Nesses casos, o estudante deve relacionar o valor informado à superfície considerada no problema.

Observe os saberes populares

Unidades tradicionais de medida também aproximam a matemática de práticas culturais e profissionais. Termos como alqueire e tarefa, usados para medir terras, podem ter valores diferentes conforme a região. Para converter essas medidas em metros quadrados ou hectares, é preciso observar a equivalência indicada no enunciado.

Medidas como palmo, passo e braça são outros exemplos citados por Osvaldo. Elas permitem discutir diferentes formas de medir e a importância de padrões que possibilitem comparar os resultados.

Pratique com questões anteriores

Para a revisão, Osvaldo recomenda resolver questões de provas anteriores e tentar reconhecer, em cada enunciado, as figuras envolvidas. O exercício deve reunir a interpretação da situação, a escolha das medidas e a aplicação da fórmula adequada.

A proposta é aprender a observar a geometria nos espaços do cotidiano e valorizar o conhecimento de quem os constrói. Ao relacionar o cálculo à situação apresentada, o estudante amplia suas condições de resolver o problema com compreensão.

Source: G1

At a glance

Topic
World
Country
🇧🇷 BR
Publisher language
PT
Added to Allnira