O recolhimento de animais em três rodovias que passam por cidades da região de São Carlos (SP) aumentou 20,4% entre janeiro e agosto de 2026. Foram 112 ocorrências, contra 93 no mesmo período do ano passado. Entre os casos, o número de cavalos recolhidos teve a maior alta, de 225%.

Os dados são da Arteris Intervias, concessionária responsável por 380 quilômetros de rodovias. Em toda a malha administrada, foram registradas 157 ocorrências de recolhimento de animais domésticos nos oito primeiros meses deste ano, ante 127 no mesmo período de 2025, um aumento de 23%.

Segundo a concessionária, o crescimento está relacionado principalmente à presença de animais de grande porte, como cavalos e bovinos, nas proximidades das pistas. A situação aumenta o risco de acidentes e reforça a importância da guarda responsável.

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Ocorrências nas rodovias da região

Recolhimento de animais cresce 20% em rodovias da região de São Carlos (SP) — Foto: Arteris Intervias

Já na Rodovia Anhanguera (SP-330), que passa por Pirassununga e Leme, foram 49 ocorrências em 2026, contra 38 no ano anterior, uma alta de 29%.

Na Rodovia Wilson Finardi (SP-191), que passa por Araras e Rio Claro, houve redução. O número de animais recolhidos caiu de nove para oito, uma queda de aproximadamente 11%.

Animais disponíveis para adoção

Recolhimento de animais cresce 20% em rodovias da região de São Carlos (SP) — Foto: Arteris Intervias

Além das ações de resgate, a Arteris Intervias mantém o programa “Me Adota”, que incentiva a adoção responsável de animais domésticos recolhidos nas rodovias e não reclamados pelos tutores.

Atualmente, cerca de 30 cães de diferentes portes e idades estão disponíveis para adoção. Alguns já foram castrados e todos passaram por acompanhamento veterinário.

Os animais resgatados recebem avaliação clínica, cuidados necessários, alimentação adequada e monitoramento da saúde até serem encaminhados para adoção.

A concessionária também realiza campanhas de conscientização sobre segurança viária e guarda responsável. As equipes de inspeção percorrem as rodovias 24 horas por dia, com monitoramento contínuo pelo Centro de Controle Operacional (CCO).

Crime

A Polícia Ambiental reforça que os animais domésticos devem ser mantidos em condições adequadas e que o abandono pode gerar consequências para os responsáveis.

A Lei Federal nº 9.605/98 considera maus-tratos qualquer ação que cause sofrimento aos animais. Entre as situações previstas estão abandono, agressões, falta de água ou comida, falta de higiene e ausência de atendimento veterinário quando necessário.

Para casos envolvendo cães e gatos, a pena é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda. Se houver morte do animal, a punição pode ser aumentada.

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Source: G1

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