Legenda terá 29 senadores a partir de 2027. Ala quer enfrentamento por questões ideológicas, mas grupo teme ficar sem espaços em comissões.


Apesar das manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do desejo de Rogério Marinho (PL-RN) de enfrentar Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência do Senado no próximo ano, a bancada do PL está dividida sobre colocar um nome da legenda na disputa contra Alcolumbre.

O partido terá 29 senadores a partir de 2027, a maior bancada da Casa legislativa.

De um lado, ala mais ideológica dos eleitos defende que tirar Alcolumbre da presidência do Senado é essencial para conseguir avançar com os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente Alexandre de Moraes

Outros quadros da legenda, no entanto, alertam para o risco de o partido perder uma eventual disputa e acabar sem espaço nas comissões e na Mesa Diretora do Senado.

Agora no g1

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Histórico negativo

Pacheco foi reeleito presidente do Senado em 2023 — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A bancada de senadores do PL deve se reunir na próxima quarta-feira (4) para definir se lançará ou não uma candidatura para concorrer contra Alcolumbre em fevereiro.

O senador Efraim Filho (PL-PB) defende que o partido tenha cautela e avalie bem o cenário antes de entrar numa disputa com Alcolumbre.

"Você tem que fazer essa avaliação de todos os cenários. Para ir e marcar posição, como foi no passado, tem que avaliar o desdobramento disso durante os dois anos. Essa é a hora de serenidade. Olhar, fazer conta e depois decidir a melhor estratégia", declarou Efraim.

Senador Efraim Filho (PL-PB), ao lado do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) — Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Um outro parlamentar, ouvido sob sigilo pelo g1, foi na mesma linha de Efraim e alertou para o risco de o partido ficar com a maior bancada e uma oposição esvaziada.

"Tem que avaliar direitinho para não ter esse erro. Ficar sem nada é pior. Porque aí fica uma oposição grande no Senado, mas sem espaço, sem voz, sem nada. Vale a pena o risco?", questionou.

Impeachments são prioridades

"Quero que o espaço se exploda. É algo muito mais grave que estamos vivendo. É a democracia que está em jogo", afirmou o parlamentar.

Uma das principais estratégias era justamente rachar os votos da bancada do PL. Uma das medidas seria entregar ao partido, na figura do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), a relatoria do projeto de Lei Orçamentária de 2027.

Source: G1

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