"Eu não tenho onde banhar ele. Um rapaz de Palmas me doou os galões de água. É com o que tenho banhado ele. De copinho, para poder economizar. Tem a minha filha que faz tratamento de leucemia. Então, assim, a gente está enfrentando uma situação difícil porque não normalizou a água".
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Mãe se acorrentou em hospital
Kauan nasceu com malformação congênita no coração e passou por duas cirurgias, mas precisava de uma terceira, chamada de Fontan, que é um tratamento para pacientes que nascem com apenas um ventrículo funcional no coração. O menino recebe alimentação por meio de sonda, não fala, não anda e possui dificuldade para respirar.
Desde que voltou para o Tocantins, Kauan tem passado bem na maior parte do tempo, segundo Laise Sousa.
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Quando recebeu alta, Kauan teve que seguir uma série de recomendações médicas. Segundo a mãe, ele precisa de uma cama hospitalar, um espaço para guardar os insumos, uma cadeira de banho e uma cadeira de rodas. No entanto, devido ao alto custo dos equipamentos, a família ainda não conseguiu fazer as adaptações.
"Quando a gente chegou de São Paulo, foi preciso fazer adaptações para ele, mas, como as nossas condições são baixas, eu não consegui fazer esse tipo de adaptação. Ainda não consegui os insumos dele, que a médica passou. Então eu preciso de um quarto melhor para ele, uma cama mais alta adaptada para ele. E agora enfrentando a falta de água, que está difícil."
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Relembre o caso
Laise Sousa se acorrentou em frente ao Ministério Público para conseguir transferir filho para hospital de SP — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
A história de Kauan ficou conhecida depois que a mãe, em uma atitude de desespero, se acorrentou no portão do HGP, pedindo a transferência de Kauan. Depois que ela protestou em frente à unidade de saúde, a equipe médica emitiu um relatório que apontou a urgência do caso.
Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o paciente foi acompanhado no Hospital Municipal de Araguaína e que, após as avaliações médicas, foi apontado que a cirurgia de Fontan seria contraindicada nesse caso, devido às condições da criança, que apresentava comprometimento dos acessos vasculares e fragilidade clínica.
Na tarde do dia 9 de setembro, Laise deixou o HGP e se acorrentou em frente ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO).
No dia 12 de setembro de 2026, o Estado informou que a transferência do paciente estava liberada, mas ainda seria necessária uma vaga no hospital de São Paulo. A viagem só foi acontecer no final de setembro.
Kauan chegou em São Paulo no dia 25 de setembro de 2026. No hospital, o menino fez tomografia craniana, tomografia torácica e encefalograma. Ele também chegou a passar por cateterismo no dia 29 de setembro.
Os médicos se reuniram na primeira semana de outubro para discutir se Kauan estaria em condições de passar por algum procedimento cirúrgico. Logo depois, a Laise recebeu a notícia de que nada poderia ser feito pelo filho.
"É bem difícil começar. Esse vídeo, sabe? A médica acabou de passar, fizeram a reunião e infelizmente não tem nada para se fazer pelo Kauan. Ele tem muitos problemas neurológicos, no pulmão, e não dá para fazer nada por ele", disse a mãe em uma pulicação nas redes sociais.
Source: G1
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