Segundo a polícia, documentos médicos, depoimentos e elementos periciais apontaram indícios de violência doméstica contra Micael Davi Costa de Silva. O menino teve traumatismo cranioencefálico grave, hemorragia intracraniana, fratura craniana e múltiplas lesões.
A delegada responsável pela investigação, Joseth Garcia Erustes, apontou que os ferimentos não condiziam com a versão apresentada inicialmente pelos suspeitos, segundo a qual o bebê teria sofrido uma "queda do berço".
Sepultamento de bebê de dois anos ocorre após confirmação de morte cerebral em Araçatuba
Conforme relatado no inquérito policial, a mãe Gabrielle Carolina da Costa, de 27 anos, e o padrasto Gabriel Suntaque de Almeida, de 26 anos, poderão responder por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por ter sido praticado contra menor de 14 anos com causa de aumento de pena relacionada à condição de mãe e de padrasto, além de tortura-castigo e fraude processual, já que havia indícios de uma possível alteração do local dos fatos.
O g1 tenta contato com os indiciados. Agora, o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Santa Casa de Araçatuba (SP) — Foto: TV TEM / Felipe Nunes - Arquivo
Como a suspeita começou
No dia 19 de outubro, o menino foi levado pela mãe no início da manhã ao pronto-socorro com um ferimento na cabeça. Em seguida, a mulher deixou o local. Os profissionais de saúde que atenderam a criança notaram que havia indícios de que as lesões teriam sido causadas por agressão.
À polícia, a mulher disse que havia saído de casa e deixado o filho com o padrasto. Quando retornou, foi informada de que a criança tinha caído e se lesionado.
Delegacia de Defesa da Mulher de Araçatuba e Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso (DPPI) em Araçatuba (SP) — Foto: TV TEM/Gustavo Torrente
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Source: G1
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