"A inflação sob controle e a renda do trabalhador está crescendo. A trajetória da dívida pública e juros alto me preocupa. Por isso, reafirmo o meu compromisso com a responsabilidade fiscal para viabilizar políticas sociais sustentáveis e a ampliação tão necessária do investimento. Então deve ter esforço será feito preservando a regras fiscais. Um dos principais objetivos do nosso governo é levar o investimento do país para mais de 20% do PIB em parceria com o setor privado. Para tanto, vamos criar as condições para reduzir a taxa de juros", disse Lula.

Reeleito para um quarto mandato, Lula chega ao período pós-eleitoral com o desafio de montar uma nova equipe, negociar com um Congresso Nacional mais à direita e conciliar as promessas apresentadas durante a campanha com as restrições das contas públicas.

O governo começa o novo período sob cobrança principalmente nas áreas de segurança pública, saúde e economia.

No primeiro discurso após a vitória, Lula afirmou que pretende governar para todo o país e indicou como prioridades temas como segurança pública, educação, saúde, regulação das plataformas digitais e a relação com o Congresso.

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Montagem do ministério

Mesmo se tratando de uma reeleição, a direção do PT avalia que será necessário fazer uma transição entre o terceiro e o quarto mandatos. O presidente do partido, Edinho Silva, afirmou que Lula deverá conversar com as legendas sobre a composição do novo governo depois da COP31.

Segundo Edinho Silva, neste momento Lula está concentrado em concluir o atual mandato e organizar com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), as propostas que ainda precisam passar pelo Congresso.

Entre as mudanças já previstas está a criação de um Ministério da Segurança Pública, proposta apresentada durante a campanha.

Congresso será um dos principais desafios

A composição do Congresso é um dos principais obstáculos políticos para o quarto mandato. O PL, partido do candidato derrotado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), terá 121 deputados e 29 senadores a partir de 2027.

Além disso, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo apoiaram Flávio Bolsonaro no segundo turno. Juntos, esses cinco partidos elegeram 245 deputados e 51 senadores.

A base formada por PT e partidos aliados é menor. O cenário obrigará o Palácio do Planalto a buscar novamente votos de partidos do centro e do Centrão para formar maioria nas duas Casas. Lula reconheceu esse cenário no discurso após a eleição, mas afirmou que pretende negociar com o Congresso escolhido pelas urnas.

"Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu e é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas", afirmou.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante 1ª Reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), no Palácio do Planalto. — Foto: Ricardo Stuckert

Source: G1

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