Jovens denunciam que fotos íntimas foram vazadas e compartilhadas na web após deixarem celulares em lojas, diz advogado
As lojas envolvidas negaram participação no caso. Vítimas deixaram os aparelhos antigos e forneceram as senhas para a transferência de dados para novo.
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Cinco jovens denunciaram à Polícia Civil de Iporá que fotos íntimas foram vazadas após deixarem celulares em duas lojas de aparelhos.
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As lojas envolvidas negaram participação no caso. Uma delas afirmou que o ocorrido está sob análise e a outra pediu apuração baseada em provas.
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As denúncias foram formalizadas nesta quinta-feira (22). As vítimas deixaram os aparelhos antigos e forneceram as senhas para a transferência de dados.
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A Polícia Civil investiga o caso. O crime de divulgação de registros íntimos pode resultar em até 10 anos de reclusão.
Mulheres denunciam vazamento de fotos íntimas após deixarem celulares em assistência
Cinco jovens procuraram a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Iporá, no oeste goiano, para denunciar que tiveram fotos íntimas vazadas após deixarem os celulares em dois comércios, que fazem a venda e troca dos aparelhos da cidade. Ao g1, o advogado Victor Hugo Neves Silva, que faz parte do escritório que está representando as vítimas, informou que as fotos chegaram a circular em grupos de mensagens.
Como os nomes das empresas ou suspeitos não foram divulgados, o g1 não conseguiu contato com as defesas. Segundo apurado pela TV Anhanguera, uma das lojas publicou uma nota negando qualquer ligação com os vazamentos e afirmou que o caso está sob análise. A outra loja repudiou as acusações e pediu que as informações sejam apuradas com base em fatos e evidências.
As denúncias foram formalizadas na quinta-feira (22). De acordo com Victor, as vítimas compraram um novo celular e deixaram os antigos na loja para que os dados fossem transferidos para o novo aparelho. A partir daí, o responsável pelo comércio pediu que elas fornecessem a senha do dispositivo para fazer o serviço.
Ainda segundo o advogado, a suspeita é de que, durante esse processo, os dois empresários se aproveitaram do acesso para extrair fotos e vídeos íntimos das jovens para outro dispositivo. Ele destacou que a forma como o conteúdo foi vazado para a internet ainda será investigada.
"O ponto central do caso é a extração de imagens íntimas dos aparelhos das vítimas sem o conhecimento ou consentimento delas, bem como a posterior divulgação desse material, ocasionando graves violações à intimidade, à privacidade e à dignidade dessas mulheres", disse Victor.
O advogado também pontuou que a circulação das imagens nas redes sociais torna o dano sofrido pelas vítimas ainda maior. "Após o vazamento, as imagens passaram a circular em grupos de mensagens, sendo compartilhadas por terceiros, o que ampliou significativamente os danos sofridos pelas vítimas".
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De acordo com o escritório, o número de vítimas pode ser ainda maior. Victor afirmou que a banca também vai buscar uma reparação dos danos sofridos pelas jovens e que está monitorando o compartilhamento ilegal do conteúdo.
"Nosso escritório também está adotando as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que continuam divulgando esse conteúdo, pois o compartilhamento não autorizado de imagens íntimas também pode configurar crime, independentemente de quem tenha realizado o vazamento inicial", destacou.
Ao g1, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e que o crime de divulgação de registros íntimos pode resultar em até 10 anos de reclusão.
Vítima fala sobre fotos que foram extraídas de celular por comércio, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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Source: G1
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