A mineira foi baleada na noite de terça-feira (27), após viajar de Minas Gerais até a cidade paulista para devolver uma caminhonete do pecuarista que estava com ela.

Segundo Samuel Ramos, de 26 anos, a empresária tinha terminado a relação casual que tinha com o Bolelli antes de os dois se conhecerem. O homem, no entanto, não aceitava que ela se relacionasse com outra pessoa e chegou a contratar um detetive para segui-la, de acordo com o relato dele.

Ele e Priscila namoravam desde junho e moravam juntos há cerca de um mês em Perdizes. O casal se aproximou através da mãe dele, Fabyana Oliveira, que era amiga e cliente da jovem.

Priscila era empresária da área de marketing digital e também trabalhava como videomaker. Nas redes sociais, a jovem compartilhava os diversos trabalhos que fazia com lojas, casamentos e clientes.

"A Priscila era uma pessoa maravilhosa, cheia de sonhos e projetos. Cheia de vida! Uma vida que foi ceifada por um homem malvado", contou a psicóloga e amiga Fabyana Oliveira.

A jovem também tinha muitas metas e não media esforços para alcançá-las, conforme o relato do namorado.

"Ele perseguia ela, porque ele se apaixonou por ela. Ela tinha rompido esses encontros esporádicos e ele não aceitava de maneira alguma. [...] Ele ameaçava ela, dizia que se ela não fosse ser dele, não seria de mais ninguém. Ele disse que ia dar um tiro na cabeça dela", afirmou o namorado.

Priscila Lacerda e Samuel Ramos; jovem de Perdizes morta por pecuarista em SP — Foto: Arquivo pessoal/Samuel Ramos

Crime foi presenciado pelo irmão de Priscila

Priscila foi acompanhada pelo irmão e por uma amiga até Rifaina (SP) para devolver o carro de Bolelli, pois estava apreensiva. Quatro dias antes do crime, a jovem tinha relatado à amiga que tinha sido agredida e ameaçada pelo pecuarista.

Segundo o boletim de ocorrência, ela encontrou João Roberto às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), próximo a uma propriedade rural. No local, houve uma discussão entre os dois envolvendo um celular que ele teria dado a ela.

O irmão da vítima contou à polícia que a jovem disse que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento. Durante o desentendimento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila.

Ele fugiu após o crime e é investigado por feminicídio. Na quarta-feira (28), a Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do homem. Até a última atualização desta reportagem, o pecuarista não havia sido localizado e era considerado foragido pelas autoridades.

Ao g1 Ribeirão e Franca, a defesa de João disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele.

Priscila foi velada e sepultada em Perdizes, também na quarta-feira (28).

Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime — Foto: Câmera de segurança

Agressão e ameaça dias antes

Em depoimento à polícia, a amiga de Priscila que a acompanhou até Rifaina (SP) contou que a jovem mantinha um relacionamento casual com Bolelli desde julho.

Segundo a testemunha, Priscila relatou ter sido agredida pelo pecuarista na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A amiga afirmou que viu as lesões apresentadas pela jovem.

Priscila também teria contado à amiga que Bolelli havia ameaçado dar um tiro na cabeça dela e contratado pessoas para monitorá-la. O pecuarista, ainda segundo o relato, acreditava que a jovem estivesse envolvida com outro homem e dizia que não permitiria que ela retornasse a Perdizes.

A amiga também disse à polícia que, diante das ameaças, orientou Priscila a não ir sozinha a Rifaina e, por isso, ela e o irmão da vítima decidiram acompanhá-la na devolução da caminhonete.

O irmão contou à polícia que recebeu uma ligação da jovem pedindo companhia para a viagem. Durante a conversa, percebeu que Priscila estava apreensiva e teve a impressão de que ela poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.

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Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli, segundo o boletim de ocorrência — Foto: Arquivo pessoal

Quem era a empresária mineira

Priscila Lacerda era empresária da área de marketing digital e também trabalhava como videomaker. Nas redes sociais, a jovem compartilhava os diversos trabalhos que fazia com lojas, casamentos e clientes.

"A Priscila era uma pessoa maravilhosa, cheia de sonhos e projetos. Cheia de vida! Uma vida que foi ceifada por um homem malvado", contou ao g1 uma das amigas e clientes da empresária, a psicóloga Fabyana Oliveira.

A psicóloga também contou que Priscila era "muito trabalhadora" e que ela amava o que fazia.

Outra amiga da empresária, Juliana Amaral, também contou ao g1 que Priscila era uma pessoa muito alegre. As duas trabalhavam juntas na loja de moda de Juliana e eram amigas próximas há três anos.

"[Priscila] era linda, encantadora, educada ao extremo! Em três anos de amizade, nunca vi ela falar mal de ninguém", disse a amiga em entrevista.

Segundo Juliana, Priscila tinha muitos sonhos e planejava comprar um apartamento. Ela estava estudando marketing digital e fotografia.

O g1 também entrou em contato com o irmão dela, que presenciou o crime. Ele disse que a família está muito abalada e que ainda não consegue falar sobre o ocorrido.

Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli — Foto: Arquivo pessoal

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Source: G1

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