"Eu parei no meio do campo e comecei a chorar muito, perdi minhas forças e fiquei ali chorando. Ele já tinha falado com meus parentes, mas a gente relevou. Aí ele falou comigo e eu não vou aceitar isso", disse ele, em entrevista à TV Anhanguera.

Em nota, a organização do campeonato se solidarizou com o atleta e disse que não compactua com qualquer ato racista (leia a íntegra da nota ao final da reportagem).

Como o nome do suposto autor não foi divulgado, o g1 não conseguiu entrar em contato para solicitar um posicionamento.

O jogo aconteceu no último domingo (1º). Segundo o rapaz, no momento em que ele foi cobrar o lateral, a pessoa falou "Não, eu não vou dar licença para você, seu negro".

"Aquilo me atingiu muito, dali para frente, eu não consegui jogar mais, só pensava naquilo! [...] Em nenhum momento eu desrespeitei ele, só pedi licença", relatou.

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra esse momento. Kaique aparece aos prantos, deitado no chão, enquanto é consolado por membros da comissão técnica e policiais militares.

Segundo o jovem, quando a Polícia Militar chegou, a pessoa que teria cometido racismo já havia deixado o local. Ao g1, a Polícia Militar disse que o jovem estava muito nervoso, desesperado, chorando e que precisou acalmá-lo para que ele continuasse a partida.

"Me senti humilhado, à noite não consegui dormir. Minha vida não é a mesma depois que aconteceu isso, dá vontade de desistir de tudo. Meu sentimento é de fazer Justiça e fazer ele pagar pelo que falou. Quando você sofrer racismo, não deixe barato. Denuncie!", disse ele.

Jogador chora e denuncia racismo durante jogo de futebol; vídeo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

LEIA TAMBÉM

No dia seguinte, o caso foi registrado na delegacia como racismo e é investigado pela Polícia Civil.

Leia a nota da organização do campeonato na íntegra:

"A organização do 13º campeonato do povoado cachimbo vem por meio dessa nota se solidarizar com o atleta da equipe do Bacopari Mirim e dizer que não compactua com qualquer ato racista. O atleta tem o direito de procurar os órgãos competentes para fazer a denúncia e o infrator responder pelos seus atos.

Não ao racismo. Somos todos iguais, não é a cor da pele que nos diferencia. Força ao atleta, que se sinta abraçado pela organização".

📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Source: G1

At a glance

Topic
World
Country
🇧🇷 BR
Publisher language
PT
Added to Allnira