A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou em uma reunião ministerial hoje que é essencial responder rapidamente a possíveis ataques em um cenário de ameaças geradas por inteligência artificial. Ela pediu que órgãos públicos e empresas reforcem a preparação para esse tipo de ocorrência.

O pacote foi anunciado após dezenas de empresas e órgãos do governo sofrerem acessos não autorizados a seus sistemas e vazamentos de dados de clientes, o que provocou preocupação no país.

"Neste exato momento, estão ocorrendo casos de acesso não autorizado e vazamentos de dados, causando um grande impacto na vida cotidiana da população e nas atividades das empresas", afirmou Takaichi. "Vamos ampliar a capacidade de resposta em todo o Japão, mobilizando todos os recursos do governo."

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As medidas, que somam US$ 63 milhões (R$ 345,24 milhões), buscam ampliar a capacidade de resposta do país, com o compartilhamento de informações entre os setores público e privado, assistência rápida aos afetados e medidas para a recuperação dos danos.

O plano busca colocar o Japão entre os países com os mais altos níveis de cibersegurança do mundo.

O governo pretende ampliar sua capacidade de acessar preventivamente servidores usados por hackers. A estratégia, conhecida como "defesa cibernética ativa", foi legalizada em outubro.

Em caso de possível ameaça à segurança nacional, o governo mobilizará uma equipe de apoio formada por representantes do Ministério da Defesa, da Agência Nacional de Polícia e do Escritório Nacional de Cibersegurança.

Entre as medidas está a criação, até o fim de novembro, de uma equipe de especialistas em cibersegurança sob responsabilidade do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O grupo usará inteligência artificial para combater hackers e identificar falhas que possam ser exploradas em sistemas e redes.

O grupo também deverá trabalhar com empresas de tecnologia e desenvolvedores de inteligência artificial de países aliados para manter atualizados os conhecimentos do Japão em cibersegurança.

O pacote prevê ainda a criação de uma "equipe de resgate cibernético", formada por especialistas dos setores público e privado, para prestar os primeiros atendimentos a empresas afetadas por ataques digitais.

Outra equipe ficará responsável por ajudar empresas mais vulneráveis a reforçar seus sistemas de defesa.

Source: G1

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