Pelo cálculo inicial da execução penal, Ademar só teria direito a progredir para o regime semiaberto em outubro de 2027. No entanto, o benefício foi antecipado para outubro de 2026 graças ao abatimento de 364 dias de pena.
Segundo a decisão, o irmão de Djidja preencheu os requisitos temporais e de bom comportamento exigidos pela Lei de Execução Penal graças a participação constante em atividades de trabalho, leitura e estudo na unidade prisional, incluindo a aprovação no Enem 2025.
Além disso, o laudo do exame criminológico, feito por uma comissão multiprofissional, atestou a capacidade de autocontrole, discernimento e aptidão de Ademar para o retorno gradual à sociedade. O Ministério Público do Amazonas também emitiu parecer favorável à concessão da progressão.
A defesa de Ademar informou que a saída da unidade prisional está prevista para às 10h deste sábado (24). Familiares e amigos preparam uma recepção no salão de beleza Belle Femme, administrado pela família Cardoso, no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus.
Uso de tornozeleira eletrônica e regras do semiaberto
A Justiça determinou a expedição do alvará de soltura para que Ademar seja encaminhado à unidade responsável para cadastro e instalação de tornozeleira eletrônica.
Para manter a liberdade no regime semiaberto, Ademar terá que cumprir uma série de obrigações impostas pelo juízo:
- Recolhimento noturno: permanecer em sua residência das 22h às 6h nos dias úteis, podendo sair apenas para trabalhar, estudar ou fazer tratamento de saúde;
- Fins de semana e feriados: recolher-se integralmente em casa;
- Viagens e mudança: não mudar de endereço nem se ausentar de Manaus sem autorização prévia da Justiça;
- Proibições: não ingerir bebidas alcoólicas, não usar drogas ilícitas e não portar nenhum tipo de arma.
Soltura ocorre menos de um mês após mãe deixar presídio
Cleusimar foi condenada, em julho deste ano, a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus. Segundo a sentença, ela era apontada como a principal articuladora e líder do grupo investigado no caso.
Ela também está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica e cumpre uma série de regras, como permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana.
Condenação no caso Djidja
Também foram condenados Cleusimar Cardoso, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima.
As penas dos sete condenados variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão.
Outros três réus — Emicley Araújo Freitas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas — foram absolvidos por falta de provas suficientes.
Sete condenados no Cado Djidja: mãe e irmão recebem penas por tráfico de cetamina
Nova sentença
Depois da regularização das provas periciais, a Justiça entendeu que havia elementos suficientes para confirmar os crimes e a responsabilidade dos condenados.
Morte de Djidja
Djidja Cardoso, empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido que morreu por suspeita de overdose — Foto: TV Globo/Reprodução
Segundo o laudo preliminar citado na investigação, ela morreu após sofrer um edema cerebral, que comprometeu o funcionamento do coração e da respiração. O documento não apontou o que teria causado o edema.
A principal linha de investigação da polícia foi a possibilidade de uma overdose de cetamina.
Durante as investigações, policiais encontraram frascos da substância enterrados no quintal da casa de Djidja. Também foram apreendidas caixas de cetamina, seringas, frascos, bulas e cartelas de medicamentos.
Source: G1
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