De acordo com o Ministério Público (MP-PR), eles buscavam recolher assinaturas para enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei, de iniciativa popular, para flexibilizar as regras de visitas íntimas e conjugais em presídios.

Para isso, e como forma de incentivo, ofereciam porções de droga a pessoas que comandavam pontos de tráfico. A cada oito assinaturas coletadas por elas, os investigados cediam 1 g de cocaína, por exemplo.

Não há detalhes sobre o texto deste projeto. Contudo, a meta era chegar a 290 mil assinaturas em todo o país.

No total, sete pessoas foram presas durante a operação. — Foto: RPC

A apuração aponta que a facção iria usar um cidadão para apresentar o projeto oficialmente, quando tivesse alcançado o número de apoiadores.

"A organização criminosa tem entrado em vários setores, jurídico, parlamentar. Já não é uma facção que só vende drogas. Nosso trabalho é para desarticular alguns núcleos, trazer paz para a população", disse o promotor José Paulo Montesino.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente. Eles são investigados por favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.

Além das oito ordens de prisão — sendo que um investigado não foi encontrado por ter fugido ao Paraguai —, foram expedidos oito mandados de busca e apreensão. Eles foram cumpridos em Londrina, Cambé, Cascavel, Piraquara, Avaré (SP) e Marília (SP).

Tráfico de drogas

Conforme o MP, a estrutura regional da facção era comandada por dois irmãos. Eles coordenavam as atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à venda de armas e ao "controle disciplinar" dos integrantes.

Um deles exercia a função de "Geral da Região 43" — número do DDD da área. Ele passava ordens da cúpula da organização, era responsável por aplicar ou não punições e decidia se aconteceriam transferências internas.

O outro irmão era o "Final 100% do Estado do Paraná". Assim, supervisionava os setores financeiro e operacional da facção. Além disso, coordenava o comércio de drogas a partir da zona sul de Londrina.

Também são investigadas pessoas que realizavam contabilidade, coordenação de pontos de venda de drogas, gestão do tribunal do crime e negociação de armas.

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Source: G1

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