Inspirados na estratégia do petista, grupos políticos do mesmo espectro ao redor do mundo passaram a adotar a mesma estratégia.

É o caso de países como:

  • Argentina, onde criaram o grupo 'Ejército del Peronismo' (Exército do Peronismo), que defende a ala jovem e mais à esquerda do peronismo, principal força de oposição ao governo Milei.
  • França, com 'L’équipe de Mélenchon officielle' (A equipe oficial de Mélenchon) que reúne os apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, um dos principais líderes da esquerda francesa e fundador do partido França Insubmissa (LFI), em meio a uma onda de protestos no país.
  • Espanha, com o grupo 'La fuerza de la gente' (A força das pessoas), criado em apoio ao atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em pré-campanha eleitoral.

Movimentos de esquerda adotam a estratégia de Janones ao redor do mundo. — Foto: Elaboração g1

França

Na França, o primeiro grupo a surgir foi o "Les Soldats Insoumis" (Soldados Insubmissos), uma iniciativa não oficial criada por simpatizantes do partido de Mélenchon. A repercussão da estratégia brasileira levou o próprio LFI a criar um canal oficial, o "L’équipe de Mélenchon officielle" (A equipe oficial de Mélenchon).

Assim como no Exército do Lula, os integrantes recebem 'missões' para ampliar o alcance das publicações e atrair novos participantes. Entre as orientações estão convites para adicionar pessoas ao canal e pedidos para bloquear perfis de adversários políticos nas redes sociais, com o objetivo de reduzir o alcance de seus conteúdos - inspirados nas lições de Janones.

Grupo francês passa 'missões' para apoiadores de esquerda. — Foto: Reprodução/WhatsApp

A influência da estratégia brasileira também aparece nas mensagens compartilhadas dentro do grupo. Algumas delas são divulgadas tanto em francês quanto em português, mostrando a presença de referências ao modelo adotado por Janones.

A movimentação acontece em meio à preparação para as eleições presidenciais francesas, previstas para abril e maio de 2027. Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, lidera as pesquisas.

Espanha

Já na Espanha, apoiadores de Pedro Sánchez compartilham imagens e vídeos com discursos e declarações do atual primeiro-ministro espanhol, em uma tentativa de ampliar o alcance de suas mensagens nas redes sociais.

Em algumas das publicações compartilhadas, o presidente Lula (PT) também aparece.

Grupo espanhol, inspirado no 'Exército de Lula', compartilha foto do presidente do Brasil. — Foto: Reprodução/WhatsApp

Além disso, alguns ativistas compartilham imagens com as '6 regras da estratégia digital de Janones' para usarem na eleição de Sánchez.

Ativistas espanhóis compartilham as '6 regras de Janones'. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sánchez governa a Espanha desde junho de 2018 e disputará as eleições gerais de 29 de novembro de 2026, que ele mesmo convocou na tentativa de permanecer à frente do governo espanhol.

Argentina

No grupo argentino, as referências ao presidente Lula (PT) são ainda mais frequentes. Vídeos, imagens e mensagens compartilhadas pelos integrantes destacam a estratégia adotada no Brasil e os resultados alcançados nas urnas.

A dinâmica também é semelhante à do Exército do Lula: os participantes recebem "missões" para divulgar o grupo, convidar novos integrantes e ampliar o alcance da comunidade nas redes sociais.

Grupo argentino comemora vitória de Lula no Brasil. — Foto: Reprodução/WhatsApp

A Argentina é governada por Javier Milei, líder de direita e aliado político de Flávio Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Milei é um dos principais adversários do kirchnerismo, corrente política ligada ao peronismo, que reúne os apoiadores do grupo argentino.

Por lá, as eleições presidencias acontecem no final de 2027.

Source: G1

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