De um lado, Celina busca preservar a vantagem, ampliar a aliança política e fixar o número de votação entre os eleitores.
Do outro, Grass aposta na mobilização das ruas e na conquista de quem votou em outros candidatos ou não compareceu às urnas.
Veja, abaixo, como foi a estratégia dos candidatos neste segundo turno.
Celina Leão (PP)
Celina Leão (PP), candidata ao governo do DF, durante agenda de campanha neste sábado (19) — Foto: TV Globo/reprodução
Durante a campanha de segundo turno, a candidata afirmou que parte do eleitorado teria se confundido na hora de votar e, por isso, passou a reforçar o número 11.
🔎Ou seja: os votos anulados por quem digitou 22 seriam mais que suficientes para elegê-la, caso a intenção fosse, realmente, escolher Celina Leão.
Além de reforçar o próprio número, Celina manteve a ampla aliança partidária formada no primeiro turno e buscou novas adesões.
Entre os apoios recebidos estão o do ex-candidato Kiko Caputo (Novo) e o da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). A agenda da candidata também incluiu caminhadas, reuniões comunitárias e encontros com moradores, lideranças e apoiadores.
Entrevista ao DF2: Celina Leão (PP) faz suas considerações finais
De acordo com a campanha de Celina, o segundo turno foi marcado pela ampliação do diálogo com os eleitores e pela apresentação mais detalhada das propostas.
A candidata manteve agendas nas ruas e passou a reforçar especialmente projetos para saúde, educação e transporte.
Na reta final, a estratégia foi intensificar a presença junto aos eleitores e buscar o voto de quem ainda estava indeciso.
A campanha afirma ainda que procura adaptar o diálogo às demandas das diferentes regiões do DF.
"A prioridade é manter essa presença, esclarecer dúvidas e conquistar a confiança de quem ainda está decidindo o voto. Não existe eleição ganha", destaca um assessor.
Leandro Grass (PT)
Leandro Grass — Foto: TV Globo
Leandro Grass, que tem o número 13 na urna e recebeu 569.930 votos (34,47% dos votos válidos), enfrenta o desafio de reduzir a distância aberta pela adversária.
A estratégia do petista tem sido reforçar as diferenças entre as duas candidaturas, dialogar com eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno e mobilizar quem não compareceu à votação.
O candidato também procurou ampliar a frente política em torno da chapa. Grass recebeu o apoio de Ricardo Cappelli e do PSB, além da mobilização de deputados distritais de esquerda.
Grass também contou com o "apoio não declarado" de José Roberto Arruda. Após se tornar inelegível, o candidato do PSD continuou fazendo críticas ao governo de Celina Leão e indiretamente ajudou a campanha petista.
A campanha ainda contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma caminhada em Ceilândia. Nas ruas, Grass apostou em uma agenda com panfletagens, atos, passeatas e encontros com moradores.
Entrevista ao DF2: Leandro Grass (PT) faz suas considerações finais
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Source: G1
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